Ensino Básico

Pais e professores insatisfeitos com arranque do ano escolar, ministério fala de normalidade

Pais e professores insatisfeitos com arranque do ano escolar, ministério fala de normalidade

O Ministério da Educação garante que o arranque do ano letivo decorreu com normalidade, vendo como pontuais as manifestações nas escolas encerradas e sem docentes, os protestos contra turmas muito grandes ou os alegados erros nas colocações.

No total são 5.878 estabelecimentos de ensino público que abriram as suas portas para começar as aulas, destinadas a cerca de 1.200 mil alunos, havendo este ano menos 300 escolas do 1.º ciclo.

Em algumas zonas do país, o encerramento destas escolas e transferência dos estudantes para outros estabelecimentos foi polémico com manifestações à porta das escolas encerradas ou com os pais a levar os alunos para as escolas que já não estão a funcionar.

No Alentejo, região que este ano perdeu 35 escolas, registaram-se protestos em escolas do 1.º ciclo em Vila Ruiva (Cuba), Vila Nova da Baronia (Alvito) e Rio de Moinhos (Aljustrel), segundo fontes das autarquias e do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS).

Por exemplo, os pais e encarregados de educação dos alunos da escola de Vila Ruiva, que não abriu este ano, decidiram que os miúdos não iriam esta semana às aulas, alegando não saber para que escola deveriam ter levado os seus filhos e criticando o facto de a autarquia não tem como transportar os alunos.

Noutras regiões do país onde houve encerramentos de escolas, os encarregados de educação optaram por outra forma de protesto, tendo levado os seus filhos para a escola do 1.º ciclo da Erada, na Covilhã, que estava fechada.

No centro do país, em Penacova, os problemas foram outros: os pais e encarregados de educação de alunos da Escola Básica 1 de Figueira de Lorvão dizem que não está a ser cumprida a legislação que obriga a criar turmas mais pequenas quando há crianças com necessidades específicas.

Em Leiria, os pais dos alunos da Escola Básica do 1.º ciclo do Vidigal queixaram-se da falta de segurança e decidiram encerrar o estabelecimento de ensino a cadeado, como forma de protesto contra o facto de a escola ter apenas uma assistente operacional a tempo parcial.

"O ano letivo está a começar bem, apesar de uma ou outra contestação", frisou o ministro da Educação e Ciência, referindo que este é um processo que envolve "milhares e milhares de pessoas, de muitos professores e diretores".

Nuno Crato garantiu que "não há uma única providência cautelar" contra o encerramento de escolas com efeitos suspensivos e garantiu que o ano escolar se iniciou com normalidade.

Questionado sobre a contestação dos professores contratados que alegam terem existido erros informáticos na sua colocação, Nuno Crato disse não conhecer em pormenor essa contestação.

Segundo o ministro, "num universo de 100 e tal mil professores no sistema educativo público, fala-se da colocação de mil/dois mil professores que está hoje a ser feita".

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