Sociedade

Politécnicos já esperavam "resultados negativos" no acesso ao Ensino Superior

Politécnicos já esperavam "resultados negativos" no acesso ao Ensino Superior

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, Joaquim Mourato, considerou, esta quinta-feira, que os resultados "negativos" do concurso de acesso ao ensino superior "já eram esperados" e têm a ver com o desfasamento entre oferta e procura.

De acordo com os dados divulgados, esta quinta-feira, pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), em 15 institutos politécnicos sete ficaram com menos de metade das vagas por preencher, concluída a segunda fase de colocações no ensino superior público, sendo também estas instituições que apresentam uma maior perda de alunos face a 2012.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Mourato disse que estes resultados "não são surpresa" dada a diferença entre a oferta e a procura.

"Ao começar um concurso nacional acima de 50 mil vagas para 40 mil candidatos à partida já sabíamos que iriamos ter 11 mil vagas por preencher. Não fazia sentido nenhum haver este desfasamento tão grande entre a oferta e a procura", sublinhou, esperando que a terceira fase confirme os maus resultados da primeira e segunda.

No entender do presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCIS), há dois problemas que têm de ser combatidos: o desfasamento entre a procura e a oferta e a criação de condições no secundário para atrair alunos.

"Ao nível da oferta, continuo a insistir que é necessário aproximar de forma global todas as instituições e criar regras para que haja uma convergência", defendeu.

"Por outro lado temos de analisar com cuidado o ensino secundário para perceber o que está a acontecer a estes jovens para lhes proporcionar alternativas, para que encontrem um espaço para prosseguir estudos", disse ainda.

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), sete institutos politécnicos registaram uma percentagem de vagas ocupadas abaixo dos 50%, considerando as matrículas da primeira fase e os alunos colocados na segunda fase.

Os politécnicos de Tomar e Bragança são os que apresentam a menor percentagem de vagas ocupadas, com 26% e 31%, respetivamente. O instituto de Tomar é também aquele que mais alunos perdeu em comparação com 2012, com uma quebra de 34% nos matriculados em primeira fase e colocados em segunda fase. Já o politécnico de Bragança registou neste indicador uma quebra de 15 por cento.

No total, 18% das vagas ficaram por ocupar no final da segunda fase de colocações, contra os 16% de 2012, e apenas seis instituições públicas de ensino superior registaram este ano um aumento do número de alunos face a 2012.

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