Sociedade

PS acusa governo de usar Parque Escolar para criar "cortina de fumo"

PS acusa governo de usar Parque Escolar para criar "cortina de fumo"

O deputado do PS eleito pelo Porto Renato Sampaio acusou, esta segunda-feira, o governo de usar a Parque Escolar para criar "uma cortina de fumo sobre a má execução orçamental" deste primeiro trimestre do ano.

"Este tema foi levantado para lançar uma cortina de fumo sobre a má execução orçamental deste trimestre e tentar criar aqui um facto político", afirmou Renato Sampaio, que esta segunda-feira de manhã visitou a escola Rodrigues de Freitas, no Porto, que foi inaugurada em setembro de 2008 depois de ter sido requalificada no âmbito do programa de modernização do parque escolar.

Renato Sampaio acusou também o ministro da Educação, Nuno Crato, de "manipular os números e mentir ao país, dizendo que havia uma derrapagem de 400%".

"Não é verdade e está bem demonstrado que não é verdade", sustentou, acrescentando que o "relatório da Inspeção Geral de Finanças demonstra bem que isto tem sido uma manipulação constante, que a gestão tem sido cuidadosa e não há nada que demonstre que houve derrapagem financeira".

Questionado pelos jornalistas sobre a auditoria do Tribunal de Contas (TC), que detetou despesas e pagamentos ilegais no montante de cerca de 256 milhões de euros e mais de 236 milhões de euros relativos a 34 contratos da Parque Escolar não submetidos a visto, o deputado disse que, instituições como o TC "dão, muitas vezes, pareceres com objetivo político".

"Não conheço o relatório [do TC], mas estou convencido que se não fizesse esta apreciação, de relatório em relatório, o governo iria encontrar um relatório que pusesse em causa a Parque Escolar", sublinhou.

O socialista disse que "o PSD é exímio em fazer a política dos casos e transferiu essa política para o governo", encontrando-se "sistematicamente a criar casos no próprio governo para manipular a opinião pública e enganar os portugueses".

Renato Sampaio defendeu ser possível acabar o programa de modernização do parque escolar, considerando ser "uma exigência nacional".

O socialista considerou ainda que há no governo "uma tentativa de destruir a escola pública e passá-la para o ensino privado", tendo sido a Parque Escolar "o bode expiatório" desta estratégia governamental.

"Manuela Ferreira Leite achava que (os investimentos da Parque Escolar) eram virtuosos. Este governo, ao tentar destruir a escola pública, quer desviar o dinheiro para os privados, aliás foi o que fez aumentando em 85 milhões os subsídios ao ensino privado", frisou.