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Universidade da Madeira não é afetada pela restrição ao número de vagas

Universidade da Madeira não é afetada pela restrição ao número de vagas

O Reitor da Universidade da Madeira considera que o despacho governamental que congela o número de vagas do Ensino Superior a menos que as instituições provem a empregabilidade dum curso, é uma "boa novidade" que não afeta a academia madeirense.

"É uma boa novidade. De acordo com as regras, o que temos de consultar é a direção geral e consultada essa lista não vamos ter qualquer restrição porque os nossos dados são bons em termos de empregabilidade", disse, esta quinta-feira, Castanheira da Costa.

O responsável da Universidade da Madeira (UMa) pronunciava-se sobre o despacho que regulamenta a fixação das vagas para o Ensino Superior, publicado na terça-feira à noite na página da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES), determinando que o número de vagas para cada universidade ou politécnico "não pode exceder a soma das vagas fixadas para essa instituição para o ano letivo de 2011-2012".

"Aquilo que o Ministério faz é, essencialmente, em relação a cada curso, de cada universidade, ver quantas pessoas é que se formaram e quantas estão no desemprego. Isto permite-lhe calcular uma percentagem de desempregados por curso e depois compara a percentagem com a média nacional e nós estamos abaixo desses números todos", sublinha o reitor da UMa.

Castanheira da Costa realça que face a estes resultados a Universidade da Madeira "não vai ter restrições a esse nível" e "consultada a direção geral, os números estão bons, por comparação com as outras universidades", aponta.

"Nenhuma universidade consegue garantir a empregabilidade dos seus estudantes, o que o despacho propõe é que as universidades tenham cuidado com isso, e não aumentem as suas propostas de vagas em cursos onde haja taxas muito elevadas", refere o responsável da UMa.

O reitor declara que "nenhum número de falta de empregabilidade é bom", garantindo: "quando comparamos com as outras universidades, os nossos números estão abaixo da média e nós não seremos diretamente atingidos por essa regra".

Segundo Castanheira da Costa, "mesmo a nível regional, se comparar com outras universidade para as quais vão estudar os estudantes madeirenses, os números da UMa são melhores que a maioria".

"De qualquer maneira a nossa proposta não será muito diferente da do ano passado", adianta, sublinhando que como a Universidade da Madeira não é afetada com esta exigência pode "manter os mesmos números do ano passado se quiser", embora admita que vão acontecer "algumas alterações mínimas" que serão conhecidas na próxima semana.

Castanheira da Costa salientou que "há muito tempo que a Universidade da Madeira não aumenta o número de cursos", apontando ser "aquela universidade portuguesa onde mais cursos fecharam ao longo da sua história".

Instado a falar sobre o problema do abandono de estudantes devido às dificuldades financeiras, o reitor menciona que nesta área também a Universidade da Madeira "está abaixo da média nacional", referindo que está previsto "um pequeno aumento".

"Temos tipicamente por ano seis por cento, este ano poderá subir para os sete por cento, o que não é significativo", concluiu.