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Jerónimo de Sousa já viu maiores maiorias de Governo caírem pela luta

Jerónimo de Sousa já viu maiores maiorias de Governo caírem pela luta

O secretário-geral do PCP afirmou, este sábado, que a manifestação promovida pela Fenprof contra o Governo tem um caráter nacional, transcendendo a questão dos professores, e advertiu que já viu maiorias governamentais mais amplas caírem pela luta popular.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas a meio da manifestação nacional da Fenprof, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ladeado pelo dirigente do PCP Jorge Pires e pela deputada comunista Rita Rato.

"A nossa luta deve ser a de derrotar esta política e este Governo. Já vi maiores maiorias serem derrotadas precisamente com a luta dos trabalhadores e dos portugueses", declarou o secretário-geral do PCP, numa referência "à importância" das ações de protesto contra o atual executivo de coligação PSD/CDS.

Nesse sentido, para Jerónimo de Sousa, a luta dos trabalhadores "será determinante para a derrota do Governo, que tão mal está a fazer ao país".

Sobre a manifestação da Fenprof, o secretário-geral do PCP sustentou que o protesto transcende a questão da defesa dos direitos dos professores e tem mesmo um caráter nacional, porque estão em causa os princípios da "escola pública, do direito ao ensino, do direito à formação integral do indivíduo e do acesso à cultura".

"A política deste Governo trata o ensino e a educação como encargos e não numa perspetiva de investimento em relação ao futuro da nossa juventude e ao futuro de Portugal. Esta grande manifestação, para além de luta por interesses concretos, também tem uma dimensão nacional", disse.

Nesse contexto, Jerónimo de Sousa defendeu que "um povo que não é culto, um povo que não é formado, nunca é um povo livre".

"O ensino e a cultura sempre estiveram ligados à liberdade", frisou.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o secretário-geral do PCP considerou também que o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), prevendo cortes no setor da educação, se insere no objetivo de "destruição da escola pública".

"É o regresso a uma escola elitista só para alguns e em que os filhos dos trabalhadores acabam por não poder ter acesso à formação integral. As orientações do FMI encaixam perfeitamente com a política que este Governo

Interrogado sobre a sua expetativa em relação ao papel que poderá desempenhar o presidente da República, Jerónimo de Sousa afirmou que Cavaco Silva "cometeu logo um erro ao promulgar o Orçamento do Estado para 2013, quando devia vetá-lo face aos princípios da nossa Constituição".

Depois, o líder comunista comentou a opção do chefe de Estado de recorrer à fiscalização sucessiva do Orçamento: "Como diz o nosso povo, enxoval que não vá com a noiva tarde ou nunca aparece".

"Tenho profundas dúvidas e não devemos ter grandes expetativas", acrescentou.