Sociedade

Ministério recua nas compensações a professores colocados longe de casa

Ministério recua nas compensações a professores colocados longe de casa

O Ministério da Educação e Ciência recuou na atribuição de compensações, em tempo de serviço, aos professores que ficassem colocados numa escola longe de casa, informou esta terça-feira a Federação Nacional de Educação.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse que o Ministério tutelado por Nuno Crato "retirou a majoração proposta" em março, e que previa compensações, em tempo de serviço, para os docentes que ficassem colocados numa escola a mais de 80 quilómetros da sua residência.

A FNE reuniu-se esta terça-feira, numa última ronda negocial, com o Ministério da Educação sobre o novo regime de concurso nacional de professores, que prevê a diminuição de Quadros de Zona Pedagógica (QZP).

A proposta do ministério, que a FNE contesta, estabelece dez QZP, em vez dos atuais 23, o que aumenta a distância de casa a que os docentes podem ficar colocados.

A tutela propunha que a colocação de professores numa escola entre 80 a 120 quilómetros (considerados em linha reta) fosse bonificada com 183 dias no tempo de serviço para efeitos de graduação profissional no concurso.

A bonificação aumentava à medida que a distância casa-escola crescia, podendo chegar a um ano (365 dias) para distâncias superiores a 181 quilómetros.

Para a FNE, a compensação era "muito reduzida" face "à dimensão do sacrifício que era pedido aos professores".

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