Ensino público

Ministro admite que teste de Inglês seja "um passo" para exame

Ministro admite que teste de Inglês seja "um passo" para exame

O ministro da Educação, Nuno Crato, admitiu, esta sexta-feira, que o teste de diagnóstico de Inglês a realizar este ano pelos alunos do 9.º ano seja "um passo" para uma futura introdução de exame a esta disciplina, antes do secundário.

"Quando introduzimos as provas finais de Português e Matemática no 6.º ano, dissemos 'em breve, temos de fazer o mesmo no 4.º ano de escolaridade' e perguntaram-nos 'o que vem a seguir?' Dissemos imediatamente, 'no 9.º ano, Inglês e Ciências'", afirmou Nuno Crato, sem avançar pormenores.

O ministro disse apenas: "Estamos em mais um passo [para] essa avaliação".

Para já, os alunos do 9.º ano vão fazer um teste de Inglês que será adotado em todas as escolas, mas ficará ao critério dos responsáveis escolares se a classificação contará para a nota final.

"Este ano, não é exatamente uma prova final com implicação na nota, mas é uma prova que vai ajudar os alunos a conhecerem o seu estado de domínio da língua inglesa, tanto de escrita, como de comunicação oral", defendeu.

Neste âmbito, foi assinado, esta sexta-feira, um protocolo pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que envolve o patrocínio de empresas e de uma instituição bancária para a concretização de um programa da Universidade de Cambrige (KEY for Schools Portugal).

Além dos testes disponibilizados gratuitamente aos alunos do 9.º ano, que terão de os realizar obrigatoriamente, será também facultada a sua realização a estudantes de outros anos de escolaridade que os pretendam fazer.

Os alunos pagarão cerca de 20 euros por um certificado, se estiverem interessados em obter uma certificação internacional.

Os estudantes incluídos na Ação Social Escolar (ASE) não pagarão ou suportarão metade do valor, considerado simbólico pelo Ministério da Educação, face aos preços praticados no mercado (menos 70%).

Nuno Crato sublinhou que o domínio da língua inglesa é "fundamental" não só para os alunos, como também para o desenvolvimento do país.

"Significa o desenvolvimento de negócios em Portugal, o desenvolvimento da indústria portuguesa, com vista à exportação ou pura e simplesmente à comunicação internacional", declarou o ministro durante a apresentação do programa, numa escola, em Loures.

No final da cerimónia, Nuno Crato explicou tratar-se de um teste feito para o sistema de ensino português pela Universidade de Cambrige.

"Há um passo adicional, que é a existência de um certificado", disse, especificando que este terá um custo simbólico para os alunos não abrangidos pela ASE que pretendam obtê-lo.

De acordo com o Ministério da Educação, o programa da Universidade de Cambrige será adotado em Portugal, sem custos para o Estado, e assemelha-se a iniciativas desenvolvidas em Espanha, Itália, França e México.

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