Sociedade

Ministro Nuno Crato reitera que nenhum aluno ficará sem turma

Ministro Nuno Crato reitera que nenhum aluno ficará sem turma

O ministro da Educação, Nuno Crato, voltou a garantir que nenhum aluno ficará sem turma no próximo ano letivo, nem sem acesso à "modalidade de ensino desejada", referindo que o processo de constituição de turmas ainda está em curso.

"É um processo em curso, não dramatizemos as coisas. Estamos a rever todas as propostas que existem de constituição de turmas, como é evidente temos cuidado para que não haja turmas com três ou quatro alunos, porque é o melhor para os alunos, porque lhes dá uma experiência mais diversificada, e porque é também o que é mais lógico fazer em termos de utilização dos recursos", afirmou Nuno Crato, esta terça-feira, no parlamento.

Nuno Crato falava no final da tomada de posse de David Justino como presidente do Conselho Nacional de Educação, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre da Assembleia da República.

O prazo para as escolas indicarem aos serviços do Ministério da Educação e Ciência (MEC) o número de professores sem turmas atribuídas (horários zero) foi prolongado por 24 horas, até ao final desta terça-feira, e Nuno Crato afirmou que não está previsto qualquer prolongamento adicional desse prazo.

"Poderemos garantir que todos os alunos terão a sua turma e a turma adequada à modalidade de ensino desejada. Claro que temos que garantir isso", voltou a frisar o ministro, depois de na segunda-feira já ter dado essa garantia.

A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) lamentou os cortes definidos na rede escolar divulgada pelo Ministério da Educação e manifestou esperança de que Nuno Crato aprove as turmas que já estão constituídas.

O despacho da rede escolar do Ministério da Educação para o próximo ano, que chegou às escolas na sexta-feira ao final da tarde, define cortes nas turmas no ensino regular e nas turmas de cursos profissionais e Cursos de Educação e Formação (CEF).

Com o despacho, os diretores de turma das escolas viram não ser aprovadas turmas que já tinham sido constituídas e com alunos matriculados.

Também as principais federações sindicais da educação criticaram a redefinição da rede escolar, considerando que a medida tem "um caráter antipedagógico" e que visa despedir professores, criticando ainda o "timing" do anúncio, por entenderem que devia ter acontecido em "tempo útil", antes de realizadas as matrículas.