Sociedade

No próximo ano letivo haverá 13 306 professores colocados sem dar aulas

No próximo ano letivo haverá 13 306 professores colocados sem dar aulas

No próximo ano letivo, 13 306 professores de quadro deverão ficar nas suas escolas sem horário letivo. No ano passado, eram 3480. As orientações dadas às escolas permitiram repescar 1548 docentes.

Os grupos mais atingidos são os do 1.o ciclo, com 2729 docentes sem turmas, e o de Educação Visual e Tecnológica (EVT), com 1068. De acordo com os dados do Gabinete de Estatística do Ministério da Educação, no ano passado havia cerca de 103 mil professores nos quadros. Os docentes sem horário, agora sinalizados na lista provisória, representam 13% deste total.

Com o aumento do número de professores dos quadros disponíveis para dar aulas, que tiveram de concorrer a Destacamento por Ausência de Componente Letiva (DACL), espera-se um efeito de bola de neve nos concursos para contratados - os sindicatos estão à espera de uma machadada nas vagas.

No ano passado, os números eram bem menores. Concorreram a DACL 3480 professores, garantiu ao JN Anabela Sotaia, do secretariado nacional da FENPROF. A Federação estimou em cerca de 18 mil os docentes sem horário, mas para a dirigente a diferença de 3000 (total de sinalizados com repescados) não é significativa. Mantém-se "um aumento drástico".

No comunicado enviado às redações, após a divulgação das listas na página da Direção-Geral da Administração escolar (DGAE), o Ministério da Educação e Ciência (MEC) sublinha que as listas ainda são "provisórias" e que os diretores podem, entre 9 e 13 de agosto, "recuperar" mais docentes, nomeadamente através das orientações dadas recentemente às escolas e que já permitiram a "repescagem" de 1548. Se assim não fosse, estariam sinalizados quase 15 mil.

Tanto para Anabela Sotaia como para Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (Ande), foram as medidas aprovadas pelo Governo neste ano - como a revisão curricular, a fusão de agrupamentos e o aumento do número máximo de alunos por turma - que geraram tantos horários-zero. Sobre os grupos mais atingidos, não hesitam: deve-se ao fim do par pedagógico e ao fecho de escolas.

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