Sociedade

Nuno Crato diz que greve dos professores foi prejudicial

Nuno Crato diz que greve dos professores foi prejudicial

O ministro da Educação, Nuno Crato, lamentou, este terça-feira, a greve dos professores, salientando que o Ministério esteve disposto, desde o início, a dialogar com os sindicatos, para que os docentes não fossem prejudicados.

"Há um ou dois ajustamentos que estávamos dispostos a fazer desde o início", afirmou Nuno Crato, numa conferência de imprensa realizada no Ministério, em Lisboa, onde terminou a ronda negocial com os sindicatos, com a assinatura de uma ata, que pretende assegurar que nenhum docente vai para a mobilidade especial.

O ministro referia-se ao facto de as atividades de apoio aos alunos ou coadjuvação de aulas poderem passar a contar como componente letiva dos professores com horário zero e de os diretores de turma terem direito a mais duas horas por semana de componente letiva, para desempenhar a sua função.

"Os sindicatos desmarcaram agora as greves às avaliações. Esta greve teve efeitos prejudiciais que se sentiram sobretudo na escola pública e que comprometia a conclusão atempada do ano letivo a todos os estudantes. Lamentamos que tenha começado e que se tenha prolongado", disse Nuno Crato.

"Conforme várias vezes afirmámos, foram invocados motivos infundados que não correspondiam ao que o Ministério declarava e nem ao que iria ou vai pôr em prática", disse o ministro, que estava acompanhado pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, que participou nas negociações iniciadas na segunda-feira e adiadas para hoje por falta de entendimento.

Nuno Crato apelou a que os professores "procedam ao lançamento das notas" que estão suspensas devido à greve às avaliações, iniciada a 7 de junho.

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva, reafirmou a ideia de que o documento hoje assinado irá garantir que nenhum professor será colocado na mobilidade especial: "A nossa convicção é de que tal é possível, senão não tínhamos assinado a ata".

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