Sociedade

Nuno Crato diz que há 1721 professores com "horário zero"

Nuno Crato diz que há 1721 professores com "horário zero"

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou, esta quarta-feira, no Parlamento que há atualmente 1721 professores com seis horas ou menos de aulas atribuídas - considerados "horários zero".

A questão tem sido das mais polémicas desde o fim do ano letivo anterior e alvo de críticas de sindicatos do setor, que consideram que as medidas da revisão curricular anunciada pelo ministro iriam contribuir para o aumento do desemprego entre os professores contratados e a instabilidade dos professores do quadro, que ficando com "horário zero" seriam incluídos em mobilidade interna.

Criticado pela oposição pela aposta no ensino vocacional, Nuno Crato salientou que se trata de "projetos piloto" e negou acusações de que esteja a querer criar uma escola partida em dois caminhos, o da continuação dos estudos para filhos de pais com meios financeiros e o da formação profissional para as crianças de famílias com mais dificuldades.

No plenário, Nuno Crato contestou os "preconceitos intelectuais sobre o ensino vocacional por parte de áreas políticas que não deviam tê-los", indicando que se trata de uma "oportunidade" que não é obrigatória e que precisa sempre da concordância dos encarregados de educação.

Nuno Crato quis destacar a "normalidade" do arranque deste ano letivo, afirmando que, ao contrário do que lhe foi apontado, o ministro e o secretário de Estado do Ensino visitaram "dez escolas nos últimos dias".

O ministro reafirmou que a perda de alunos no sistema de ensino condiciona as necessidades de professores, trazendo ao plenário números segundo os quais, no ensino básico, de 1980 a 2010 se inscreveram "menos 51%" de alunos no ensino público.

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