Sociedade

Pais manifestaram-se à porta de escola de Loulé contra turmas mistas

Pais manifestaram-se à porta de escola de Loulé contra turmas mistas

Uma dezena de pais de alunos de Loulé concentraram-se, esta sexta-feira, frente a uma das escolas do agrupamento Padre João Cabanita contra a criação de turmas mistas com alunos do 3.º e 4.º anos e a ausência de atividades extracurriculares. "Não houve fator humano, só o fator números", lamentou uma mãe.

O protesto, organizado pelo Movimento de Cidadãos de Loulé "Em Defesa da Escola Pública", pode repetir-se na próxima semana, avisaram os pais.

O diretor daquele agrupamento escolar, Manuel Alves, disse à agência Lusa compreender o descontentamento dos pais e que aguarda autorização superior para poder fazer alterações. "Tenho toda a disponibilidade do mundo para resolver a situação, mas não está nas minhas mãos. Está nas mãos da Direção Geral dos Equipamentos Escolares", assegurou Manuel Alves.

Este ano "fomos obrigados a colocar as turmas numa aplicação que só nos aprovou as turmas assim", acrescentou.

Um dos pais presentes no protesto, João Martins, apresentou-se à porta da escola n.º 4 do agrupamento apenas vestido com a roupa interior e segurando um cartaz onde dizia estar a manifestar-se em defesa da escola pública e da educação do filho.

De acordo com João Martins, professor universitário, especializado em questões educativas, o protesto é a consequência da "falta de abertura" do diretor do agrupamento de escolas para fazer as alterações que foram pedidas por alguns pais.

"Fui falar com o diretor do agrupamento a respeito do facto de, este ano, haver uma norma padrão do Ministério da Educação para aumentar o número de alunos por turma, que nesta escola resultou na criação de turmas mistas", explicou aquele pai à agência Lusa, adiantando que o filho vai frequentar o 3.º ano numa turma composta também por alunos do 4.º ano.

Por seu turno, Aline Santos disse não perceber como é que o seu filho, com dificuldades auditivas, foi integrado numa turma mista de 20 alunos.

Apesar do número de alunos respeitar os critérios determinados pelo Ministério da Educação, Aline Santos lamentou: "Não houve fator humano, só o fator números".

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