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Professores protestam em Lisboa contra horários zero

Professores protestam em Lisboa contra horários zero

Cerca de centena e meia de professores concentrou-se, esta sexta-feira, frente ao Ministério da Educação e Ciência para protestar contra os "horários zero" e reclamar a colocação de todos os professores e medidas de vinculação para os contratados.

Uma delegação da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) está reunida desde as 18.15 horas com o ministro da Educação, Nuno Crato, o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e a secretária de Estado do Ensino Básico, Isabel Leite, para entregar uma moção com estas e outras reivindicações.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que segundo informações recolhidas junto das escolas, pelo menos "18 a 20 mil" professores com horário zero não estão a conseguir ser recuperados para o rol de tarefas que o ministério avançou como alternativa para os que têm menos de seis horas de aulas semanais, ou seja, os "horários zero".

Mário Nogueira afirmou que os números exatos, só o ministério "sabe e esconde".

"Metade a dois terços dos horários zero por muito que tentem não conseguem tirar da plataforma informática" da Direção Geral da Administração Escolar, garantiu.

Aos professores que se juntaram na avenida 5 de Outubro, o sindicalista afirmou que defenderia junto da equipa de Nuno Crato a aplicação imediata de medidas de vinculação extraordinárias, acusando a tutela de "incompetência técnica e incapacidade política", aludindo a problemas das escolas para recuperarem milhares de professores dos "horários zero".

Essa vinculação seria determinante para "estancar a sangria" que afirmou estar a preparar-se no setor, onde a Fenprof prevê "o maior despedimento coletivo de sempre".

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Mário Nogueira indicou também que a Fenprof reclama um travão imediato à revisão curricular.

O sindicalista saudou todos os professores que ao longo da semana participaram nas concentrações de protesto organizadas pela Fenprof em várias capitais de distrito, afirmando que mostram que os docentes não tiraram férias da luta, tal como " este ministério não tirou férias das medidas de ataque à escola pública e aos professores".

Aludindo a declarações recentes do primeiro-ministro, afirmou que o Governo pensa "que se lixem os contratados", ao que a Fenprof responde "que se lixe o Governo", garantindo que não irão permitir que vão para o desemprego.

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