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Professores sem horário em atividades de combate ao abandono escolar

Professores sem horário em atividades de combate ao abandono escolar

O ministro da Educação e Ciência anunciou esta terça-feira a possibilidade de os professores sem horários e contratados serem colocados nas escolas, em atividades que fazem parte de um pacote de medidas para o sucesso e prevenção do abandono escolar.

"Estamos em crer que haverá espaço para todos eles e para mais", afirmou Nuno Crato em conferência de imprensa, salientando que o ministério quer que "todos os professores com horário zero contribuam para o sucesso escolar".

Nuno Crato afirmou esperar que as medidas sejam apoiadas por "toda a comunidade educativa", afirmando que esta "melhor afetação de recursos" não surge em reação a um número elevado de professores sem horário, sobre o qual recusou "especular".

O ministro afirmou que docentes de Educação Visual e Tecnológica podem lecionar disciplinas dessa área no 3.º ciclo, os das Tecnologias da Informação e Comunicação podem fazer manutenção do Plano Tecnológico da Educação e docentes de vários grupos podem ser colocados em "atividades de expressão artística".

Nuno Crato anunciou também a criação de um sistema de módulos para as disciplinas do Básico e Secundário para alunos com mais de 16 anos e afirmou que as escolas devem também oferecer "percursos curriculares alternativos" adaptados aos perfis e capacidades de cada aluno.

As turmas do ensino profissional também poderão ser desdobradas na formação específica e técnica, de acordo com os recursos de cada escola".

Estas e outras medidas do programa para prevenção do abandono e promoção do sucesso escolar são assumidamente uma maneira de colocar os professores que estejam sem componente letiva, ou seja, os que têm "horário zero".

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Entre outras medidas que são "aconselhadas" às escolas, dentro da "afetação de recursos que considerarem adequadas", está a integração de professores de Inglês, Educação Física e Expressões nas atividades de enriquecimento curricular promovidas pelas escolas, o reforço de "apoio ao estudo no 1.º e 2.º ciclo" do básico, a oferta de iniciação ao Inglês no 1.º ciclo, ou a criação de "ofertas complementares" nas áreas da cidadania, artes, cultura ou ciência.

Outras medidas que as escolas poderão tomar, dentro do seu regime de autonomia, são a colocação de professores de português e matemática em regime de "coadjuvação" na área de Expressões, no primeiro ciclo, ou nas disciplinas estruturantes de qualquer nível, a criação de programas de tutoria, estudo orientado ou orientação vocacional.

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, afirmou que os horários zero que as escolas já comunicaram ao Ministério, ou seja, o número de professores que estão para já sem horários e têm que concorrer para dar aulas, está em fase de validação até 26 de julho, e pode até lá ser alterado em face destas novas medidas que foram apresentadas.

De 09 a 14 de agosto, as escolas poderão novamente corrigir, desta vez em definitivo, o número de professores sem horário que declararam.

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