Sociedade

PS acusa Governo de "preconceito contra a escola pública"

PS acusa Governo de "preconceito contra a escola pública"

O PS acusou, esta terça-feira, o Governo de ter um "preconceito contra a escola pública" e vai encerrar mais 311 escolas do ensino básico "não por uma questão de poupança na despesa pública" mas apenas "porque sim".

"É esse preconceito contra a escola pública que justifica a asfixia financeira que o Governo impôs às universidades portuguesas, as ameaças ao ensino politécnico ou as constantes alterações nas soluções educativas, criando uma generalizada incerteza na comunidade educativa, em especial, nos alunos", advogou António Galamba, do Secretariado Nacional do PS.

O dirigente socialista falava na sede do partido, em Lisboa, e reagia à lista de encerramentos divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) de escolas do 1.º ciclo do ensino básico.

O Governo, advertiu António Galamba, "continua a ver o interior, as suas populações e os seus territórios, como um fardo e não uma oportunidade para o desenvolvimento integrado do nosso país".

"É mais um inaceitável ataque à escola pública no ano em que comemoramos 40 anos de democracia. Ao querer encerrar estas escolas, o Governo de Pedro Passos Coelho, à moda de outros tempos, dá 311 reguadas na escola pública", acusou o socialista.

O PS, sustentou Galamba, não é "por princípio" contra a reorganização do mapa escolar, mas adverte que a mesma tem de ser concretizada em "diálogo real com as autarquias e as comunidades educativas" e "tendo como principal prioridade a qualidade do ensino e da aprendizagem".

"Ao longo dos anos, foram elaboradas e aprovadas cartas educativas a nível concelhio e não pode vir agora o ministério fazer tábua rasa desses instrumentos de planeamento. Na política como na vida não vale tudo", sublinhou o elemento do Secretariado Nacional socialista.

Perante "tanta insensibilidade e tanta falta de bom senso, com as pessoas e com os territórios", o PS, reforçou António Galamba, reafirma "o seu compromisso com a escola pública e com a qualificação dos portugueses por uma sociedade com igualdades de oportunidades e mais justiça social".

O dirigente do PS declarou ainda que este encerramento anunciado pelo Governo consiste em "mais uma machadada em qualquer expectativa de combate à desertificação nos territórios de baixa densidade populacional".