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Quase sete mil professores sem horário atribuído

Quase sete mil professores sem horário atribuído

O Ministério da Educação informou, esta quarta-feira, que as escolas identificaram 6915 professores sem horário atribuído, das candidaturas que foram apresentadas até 31 de julho. Mas devido à reorganização da rede escolar e a outros ajustamentos, as listas provisórias divulgadas já estão desatualizadas.

Segundo informação adiantada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), dos 24544 docentes que participaram no concurso nacional de mobilidade interna (geográfica), 6195 professores foram indicados, pelas escolas, como não tendo componente letiva atribuída, casos chamados normalmente de "horários-zero". Este número, referente às candidaturas apresentadas até ao dia 31 de julho, já não corresponde ao número do "horários-zero" existentes neste momento.

Aos 6195 professores indicados com "horário-zero" o MEC está a retirar docentes que, entretanto, têm destacamento por doença, por exercer funções em instituições ou que exercem funções sindicais. A este número vai ser subtraído ainda o número de professores a quem entretanto foi atribuído horário.

"As escolas puderam indicar, até ao final do dia de ontem, os horários que necessitam que sejam preenchidos para o próximo ano letivo. Assim sendo, só as listas finais, a serem publicadas no final do mês de agosto, indicarão a colocação desses docentes constantes nas listas provisórias nos horários referidos pelas escolas", referiu o MEC em comunicado. Segundo o Ministério, as listas divulgadas servem para "confirmar e divulgar os dados dos candidatos".

Os números do concurso de mobilidade geográfica indicam também 11.412 candidatos integrados em Quadros de Zona Pedagógica, "que, obrigatoriamente, vieram a concurso por ser o início de um novo ciclo de quatro anos", uma vez que este ano decorreu um concurso nacional, o que "não permite", sublinha o MEC, "estabelecer qualquer paralelo com os números do ano anterior".

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério da Educação, há ainda 6217 professores que manifestaram intenção de mudar de escola.

Apesar de revelar o número de docentes que concorreram à mobilidade geográfica, o MEC não dá qualquer indicação do número de horários postos a concurso, uma vez que não é possível fazer qualquer estimativa de quantos "horários-zero" vão existir depois de terminado o processo de colocações.

No ano passado, depois de divulgadas as listas provisórias, o Ministério da Educação e Ciência revelou que havia mais de 13 mil professores com "horário-zero", aproximadamente 4 mil pessoas mais do que o registado este ano. O grupo de recrutamento com maior número de docentes sem horário atribuído é o que agrega os professores do 1.º ciclo do ensino básico, o agrupamento que, este ano, tem também o maior número de candidatos a concurso.

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