Sociedade

Reitores querem clarificar com o Governo cativação de 10 milhões

Reitores querem clarificar com o Governo cativação de 10 milhões

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas decidiu, esta terça-feira, pedir uma audiência ao primeiro-ministro, para clarificar a cativação de 10 milhões de euros, que incidiu nestas instituições, mas que deixou de fora três universidades fundacionais.

Uma situação que, disse o presidente do CRUP, António Rendas, "neste momento, cria grande desequilíbrio", pois "três universidades fundacionais foram isentas da cativação, e as restantes tiveram essa cativação".

"Estamos a falar de um valor de cerca de 10 milhões de euros que vai criar grandes dificuldades se não for atribuído às universidades", sublinhou.

António Rendas lembrou que o assunto já foi abordado com o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, e com o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, mas o CRUP quer agora "insistir" junto do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "no sentido de clarificar esta situação".

O representante dos reitores das universidades explicou que esta foi uma das questões em "cima da mesa" na reunião do CRUP, realizada, esta terça-feira, na Universidade de Évora.

Em causa está a cativação de 2,5%, que representa perto de 10 milhões de euros, prevista no orçamento retificativo para 2013, mas que não se aplica a todas as universidades.

De fora ficaram as universidades do Porto e de Aveiro, assim como o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, que são instituições fundacionais.

PUB

"Não existe nenhuma desigualdade no sentido de injustiça, porque essas universidades candidataram-se e têm direito a ser fundações e a ter esse estatuto", ficando, assim, "fora da esfera das cativações do Estado", explicou o presidente do CRUP.

Mas as outras universidades também deveriam ter sido poupadas a esta medida: "As universidades não têm dívidas, não contribuem para o buraco financeiro e estamos muito competitivos do ponto de vista internacional", além de que "geram receitas próprias".

"Faz todo o sentido que as universidades que querem passar a fundação e todas as outras, independentemente de serem ou não fundações, tenham um tratamento semelhante", defendeu.

As universidades, acrescentou, não pretendem "mais verbas", mas querem sim "aquelas verbas" a que têm "direito", pelo que "faz todo o sentido que isso seja considerado".

Questionado ainda sobre a redução do número de alunos no ensino superior, o presidente do CRUP desdramatizou.

"Fizemos esses cálculos e conseguimos preencher, na segunda fase, 94% das vagas que tínhamos disponíveis, portanto, as universidades não são as instituições de ensino superior mais penalizadas pela falta de alunos", esclareceu.

António Rendas salientou, contudo, que é preciso adaptar os cursos à procura e à empregabilidade, afiançando que, até final do ano, o CRUP espera ter pronto o seu projeto de revisão da oferta curricular, para apresentar e discutir com o Governo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG