Sociedade

Seguro acusa Governo de não contribuir para estabilidade nas escolas

Seguro acusa Governo de não contribuir para estabilidade nas escolas

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou, esta quarta-feira, o Governo de não estar a contribuir para a estabilidade nas escolas, considerando que o Governo devia ponderar, refletir e encontrar condições "num processo de diálogo com os sindicatos".

Seguro respondeu aos jornalistas durante uma visita ao concelho de Valongo, tendo comentado o processo da prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos dos professores.

"Vejo com preocupação porque a escola deve ser um espaço de estabilidade para que ela cumpra a sua função, que é de ensinar e transmitir conhecimentos aos alunos. Quando o Governo não contribui para a estabilidade de modo a que na escola se faça e se cumpra a função escolar, naturalmente que é algo que me preocupa", disse.

Na opinião do secretário-geral do PS "o Governo devia ponderar, devia refletir e num processo de diálogo com os sindicatos de encontrar as condições de estabilidade para que a escola cumpra a sua função, que é a de educar as novas gerações de portugueses".

Interrogado sobre se acompanhava a opinião sindical de que o ministro da Educação, Nuno Crato, devia abandonar o cargo, Seguro foi perentório: "não me compete a mim pedir a demissão do ministro "A" ou do ministro "B"".

"Aquilo que me compete é dizer que é fundamental que no país possa haver condições para que a escola tenha estabilidade para cumprir a sua missão. E não me parece que este clima que o Governo provocou contribua para isso", condenou.

O secretário-geral disse ainda ser "necessário dignificar a profissão do professor".

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