Sociedade

Empurrados para a reforma, mas com vontade de trabalhar

Empurrados para a reforma, mas com vontade de trabalhar

Porque este ano o Dia Mundial da Esclerose Múltipla se comemora sob o signo do emprego, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) decidiu promover o primeiro estudo sobre empregabilidade dos doentes portugueses. E chegou a conclusões surpreendentes: mais de metade (56%) encontram-se inactivos, a grande maioria por reforma. Dos indivíduos inactivos, a maioria (41,5%) foram despedidos ou reformaram-se antecipadamente; 33,2% desistiram por falta de capacidade para trabalhar e 15,7% por terem atingido o limite de baixa por doença.

Entre os reformados, 41,1% concordou com a reforma, mas 38,4% admite que foi forçado a sair do mercado de trabalho. O estudo mostra que mais de um quarto dos doentes (26,9%) considera-se ainda apto para trabalhar, desde que haja alguma sensibilidade por parte da entidade empregadora, como por exemplo mais apoio, e conhecimento da doença por parte dos colegas. Algumas alterações do dia-a-dia laboral - como a possibilidade de trabalhar sentado, a existência de períodos de descanso, um horário mais flexível, a diminuição da quantidade de trabalho e a redução do horário - são apontadas pelos doentes como factores que podem contribuir para continuar no activo.

A SPEM admite que há muito "desconhecimento" da parte dos empregadores e que é preciso "desmistificar a doença", mas afirma que não é procurada para esclarecimentos. Ao estudo, feito com base em questionários enviados a sócios da instituição, responderam 482 doentes.

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