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Pobreza

"Enquanto houver desemprego há pobreza"

"Enquanto houver desemprego há pobreza"

Entrevista a Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome.

Com a actual crise, as situações de pobreza e de carência alimentar vão continuar a agravar-se?

Enquanto houver desemprego e desemprego sem esperança, enquanto a máquina da economia não recomeçar a funcionar gerando riqueza no verdadeiro sentido, com acréscimo do PIB, não é possível contrariar este fenómeno da pobreza. O desemprego é o principal flagelo que atinge qualquer sociedade, porque retira um dos seus maiores recursos, que é o factor trabalho, de todo o cenário económico. Portanto, não há este contributo de numerosíssimas pessoas que estão ainda em idade activa. Quanto maior for o desemprego, mais pobres há.

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O que é esperado dos poderes públicos perante este flagelo?

Os estudos servem, exactamente, para fornecer dados quantitativos que permitam ajustar as políticas. Um estudo deste tipo, em que se faz um perfil de três características diferentes de pobreza, vai permitir, tenho a certeza, adequar com mais exactidão as políticas e as soluções às necessidades.

Vão fazer propostas concretas sobre a forma como as estratégias devem ser ajustadas?

Nós não temos de fazer propostas concretas. Temos de dar dados que permitam a quem decide fazê-lo, com base em números mais reais.

A ajuda que existe é suficiente?

O estudo relativo às instituições revela que se trata de um tecido produtivo vastíssimo, mas que está a atingir o limite da ajuda que pode prestar e, no próximo ano, que vai ser um ano em que as instituições vão ter mais pedidos, vai ser necessário serem mais inovadoras, uma vez que os recursos vão ser mais escassos.

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