Sociedade

Fogo em Góis "longe de ser controlado" mas sem populações ameaçadas

Fogo em Góis "longe de ser controlado" mas sem populações ameaçadas

O incêndio que deflagrou ao início da tarde de terça-feira no concelho de Góis, Coimbra, apesar de "longe de ser controlado", não colocava, ao início da madrugada desta quarta-feira, populações em risco, afirmou o Comando Distrital de Operações de Socorro.

"Não há populações ameaçadas, mas está longe de estar controlado", disse à Lusa fonte do CDOS de Coimbra.

De acordo com a mesma fonte, o incêndio, que registava duas frentes ativas, obrigou, durante a tarde, à evacuação das freguesias de Casal Novo, Rosa Cimeira, Roda fundeira, Amiozinho e Cabeçadas, no concelho de Góis.

Entretanto, o risco de destruição de habitações já não se verifica e algumas pessoas já regressaram às respetivas casas.

Contacta pela Lusa, a presidente da Câmara Municipal de Góis, Lurdes Castanheira, revelou à Lusa, cerca das 23.30 horas, que já tinham ardido "pelo menos mil hectares de floresta" ao longo do dia de terça-feira.

"Não há habitações em risco, mas continua tudo a arder", afirmou Lurdes Castanheira, que confirmou a evacuação de algumas localidades durante a tarde de terça-feira.

Algumas das pessoas retiradas foram enviadas para os Bombeiros Voluntários de Alvares, no concelho de Góis, "onde estão a ser distribuídas refeições", disse a presidente da autarquia.

Apesar de não ser possível avançar com o número de pessoas desalojadas, Lurdes castanheira disse tratarem-se "maioritariamente de idosos e pessoas que se encontravam de férias ma zona".

As telecomunicações estão cortadas devido ao fogo, que teve início às 13:59 de terça-feira.

Pelas 00.08 de quarta-feira, de acordo com a informação disponibilizada na página da internet pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, encontravam-se no terreno a combater o incêndio cerca de 537 operacionais e 157 veículos.

O apoio aéreo foi interrompido pelas 20.30 horas de terça-feira.

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