Incêndios

Fogo obriga população a abandonar casas na Camacha

Fogo obriga população a abandonar casas na Camacha

As chamas continuam a lavrar no concelho da Camacha, Santa Cruz, e, nas últimas horas, obrigaram parte da população de Rachão de Cima a abandonar as suas casas, apesar dos esforços dos bombeiros.

"A zona alta da Camacha de facto está a causar ainda muita preocupação, mas posso dizer que todos os meios disponíveis estão a concentrar-se no local", disse esta madrugada o presidente da Câmara daquele concelho.

"Espero que a situação possa ser controlada o mais rapidamente possível para que, depois de ser controlada, possa ser feito um acompanhamento para evitar reacendimentos", sublinhou José Alberto Gonçalves.

Um dos proprietários de uma habitação que estava a ser atingida pelas chamas explicou à Lusa que "as mulheres e as crianças tiveram que sair da casa porque era já muito perigoso" manterem-se ali, apesar de dois autotanques se encontrarem no local no combate ao incêndio que tinha duas frentes.

Uma das frentes lavrava junto às casas, sendo visível projeções de várias centenas de metros, a outra consumia zona florestal, sob o olhar dos populares, que se queixavam da falta de água naquela zona da Camacha.

Os difíceis acessos e o vento forte continuavam a ser incontornáveis obstáculos para as forças de socorro.

Pelas estradas da encosta da Camacha continuavam espalhados postes e cabos de eletricidade, bem como árvores, que chegavam a bloquear ambas as vias.

Ao final da noite, o responsável da Proteção Civil já tinha indicado os focos de incêndio na zona da Camacha e nas Achadas da Cruz, em Porto Moniz, como aqueles que mais preocupavam as autoridades regionais

O responsável admitiu que, embora não fosse possível ainda contabilizar o número total de desalojados na sequência dos incêndios, que desde terça-feira fustigam diversos pontos da ilha, havia já mais de uma centena de pessoas no pavilhão Gimnodesportivo de Machico e no Regimento de Guarnição do Funchal.

Os incêndios devastaram sobretudo os concelhos da Calheta, Ribeira Brava, Funchal, Santa Cruz e Porto Moniz, estando envolvidos no combate, de acordo com informações divulgadas pelo presidente do Governo Regional, 250 homens e 50 viaturas.

O diretor do serviço de urgências do hospital do Funchal, Pedro Ramos, anunciou na quinta-feira que foram assistidas mais de quatro dezenas de pessoas naquela unidade com problemas relacionados com inalação de fumos, situações do foro oftalmológico e ortopédico.

Centenas de pessoas desalojadas, dezenas de casas destruídas ou parcialmente consumidas pelo fogo, viaturas, terrenos e plantações inutilizadas pelas chamas são o retrato de muitas zonas da Madeira na sequência destes incêndios.

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