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Governo português desaconselha viagens para o Egito

Governo português desaconselha viagens para o Egito

O Governo desaconselha os cidadãos portugueses a fazerem "viagens não essenciais" ao Egito por causa da instabilidade que se vive no país, onde o exército assumiu o poder e afastou o primeiro presidente eleito, Mohamed Morsi.

"O Egito vive um período político tenso, agravado por um cenário de incerteza económica, pelo aumento da criminalidade e pelos acontecimentos dos últimos dias. Neste contexto, desaconselham-se quaisquer viagens não essenciais ao Egito, à exceção das estações balneares mais importantes do Mar Vermelho", adianta o Governo numa informação disponibilizada no Portal das Comunidades Portuguesas.

A informação alerta ainda para o facto de as manifestações nos grandes centros urbanos poderem "degenerar em atos de violência" e aconselha os viajantes a contactarem, antes de partirem, o gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ou, já no Egito, a Embaixada.

"Embora a situação se apresente relativamente normalizada nos centros turísticos mais importantes do Mar Vermelho, recomenda-se aos cidadãos nacionais que tomem todas as precauções. As deslocações devem realizar-se, sempre que possível, em grupos organizados", sublinha o texto.

O exército egípcio depôs e deteve, na quarta-feira, o primeiro presidente democraticamente eleito do país, o islamita Mohamed Morsi, há um ano no poder, depois de dias de violentos protestos para exigir a sua demissão. Já esta quinta-feira, Adli Mansur prestou juramento como novo presidente do Egito.

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