INE

Grande Lisboa lidera índice de desenvolvimento regional do INE

Grande Lisboa lidera índice de desenvolvimento regional do INE

A região da Grande Lisboa lidera o Índice Sintético de Desenvolvimento Regional do Instituto Nacional de Estatística, ao apresentar resultados superiores à média nacional na competitividade, coesão e qualidade ambiental.

Segundo dados de 2010, divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apenas cinco das 30 sub-regiões portuguesas (NUTS III) superam a média nacional no ISDR: Grande Lisboa, Cávado, Baixo Vouga, Minho-Lima e Grande Porto.

No entanto, embora as regiões do Baixo Vouga e Grande Porto tenham resultados acima da média nacional na competitividade e coesão, ficam abaixo da média (índice 100) na componente ambiental.

Já o Cavado e Minho-Lima estão acima da média na coesão e qualidade ambiental, mas abaixo na componente de competitividade.

O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) apresenta também quatro sub-regiões com números abaixo da média nacional em todas as três componentes consideradas: Dão-Lafões, Entre Douro e Vouga, Alentejo Litoral e Algarve.

De acordo com o INE, o índice de competitividade "pretende captar o potencial, em termos de recursos humanos e de infraestruturas físicas", bem como, entre outros aspetos, a "eficácia na criação de riqueza e na capacidade demonstrada pelo tecido empresarial para competir no contexto internacional".

Já o indicador de coesão "procura refletir o grau de acesso da população a equipamentos e serviços coletivos básicos de qualidade" e também "a eficácia das políticas públicas traduzida no aumento da qualidade de vida e na redução das disparidades territoriais".

A componente ambiental está associada às "pressões exercidas pelas atividades económicas e pelas práticas sociais" sobre o meio ambiente.

O INE afirma que no índice de competitividade destacavam-se, em 2010, "dois espaços centrados nos territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto": Grande Lisboa, que lidera (com 119,95 valores), Grande Porto (104,19), Baixo Vouga (103,19) e Ave (100,52), "que contrastavam com o restante território nacional e, em particular, com o Interior continental".

Ligeiramente abaixo da média nacional na competitividade estão as sub-regiões de Entre Douro e Vouga, Península de Setúbal e Cávado, enquanto no fim da escala aparece o Pinhal Interior Sul (83,71), Alto Trás-os-Montes (82,04) e, em último lugar, a Serra da Estrela, com 76,86.

Já no índice de coesão, o INE aponta "um retrato territorial mais equilibrado, que evidenciava um espaço continental central mais coeso", com 17 das 30 sub-regiões acima da média nacional, com destaque para o Baixo Mondego, Alentejo Central e Serra da Estrela.

Os valores mais elevados da componente de qualidade ambiental situam-se no interior continental, com a Serra da Estrela a apresentar o índice mais elevado (111,76), num conjunto de indicadores em que 19 das 30-sub-regiões estão acima da média nacional.