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Homens já tinham cáries há 15 mil anos

Homens já tinham cáries há 15 mil anos

Os nossos antepassados tinham problemas nos dentes e mau hálito há 15 mil anos, antes do início da agricultura e da produção de alimentos, que se pensava estarem ligados ao desenvolvimento de cáries, revelam esqueletos descobertos em Marrocos.

Os caçadores-recoletores que ocupavam a gruta dos Pigeons perto da localidade marroquina de Taforalt há entre 13.700 e 15 mil anos tinham graves problemas de higiene dentária, dado que 51% dos dentes dos adultos encontrados tinham cáries, segundo os autores de um estudo publicado esta segunda-feira nos Estados Unidos na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Indícios encontrados no local sugerem que eles comiam bolotas, pinhões e nozes, ricos em carboidratos fermentáveis, explicam os autores do estudo, dirigido por Louise Humphrey do Museu de História Natural de Londres.

As bactérias consumiam provavelmente os carboidratos que ficavam nos dentes daqueles homens pré-históricos levando a que apodrecessem.

"A maioria dos ocupantes daquela gruta tinha cáries e abcessos e eles deviam ter frequentemente dores de dentes e mau hálito", assinala num comunicado Isabelle de Groote, professora de antropologia na Universidade John Moore de Liverpool, que participou no estudo.

A frequência e gravidade das cáries constatadas naquele grupo de homens pré-históricos mostram claramente que o consumo de frutos silvestres pode ser tão mau para a saúde dentária como o de alimentos com açúcar refinado nas sociedades modernas, comentou.

Segundo estes paleontólogos, a descoberta põe em causa a hipótese avançada até agora de que as cáries dentárias teriam começado provavelmente com a agricultura há cerca de 11 mil anos

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