Sociedade

Igreja considera que viver em Portugal torna-se cada vez mais difícil

Igreja considera que viver em Portugal torna-se cada vez mais difícil

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, Jorge Ortiga, afirmou, esta sexta-feira, que se torna cada vez mais difícil viver em Portugal, ao comentar o alargamento da Contribuição Extraordinária a mais 80 mil pensionistas.

"Evidentemente que viver em Portugal se torna cada vez mais difícil. E, por muitas razões que os nossos políticos encontrem para estas medidas, eu interrogo-me se não será possível fazer as coisas de outra maneira e encontrar também outros modos onde se possa descobrir aquilo que faz falta para cumprir as obrigações que o Estado Português tem", afirmou Jorge Ortiga.

À margem das Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, que decorrem até sábado em Fátima, o arcebispo de Braga sustentou: "Estamos a enveredar só num caminho de corte de ordenados e de pensões, não sei se é o único, estou convencido que não será, que há outros caminhos".

As alterações aprovadas na quinta-feira pelo Governo quanto à CES, que vai passar a ser aplicada às pensões superiores a 1.000 euros, vai afetar mais quase 80 mil pensionistas, que não eram abrangidos pela medida antes.

De acordo com a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que falava em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, vão ser afetados ao todo mais 79862 pensionistas em 2014 face ao passado.

Em comunicado enviado posteriormente, o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social adiantou que a aplicação da CES a pensões a partir dos mil euros (e não a partir dos 1350 euros, como previsto no Orçamento do Estado para 2014, agora retificado), vai abranger 401858 pensionistas no total, dos quais 262577 pertencem ao regime da CGA e 139281 pertencem ao da Segurança Social.

Desta forma ficam isentos do pagamento da CES 2744273 pensionistas, pertencendo a ampla maioria à Segurança Social (2425896 pensionistas) e os restantes 318377 à CGA, pelo que 87,5% dos pensionistas ficam isentos da aplicação desta contribuição.

Nos termos do Orçamento do Estado para 2014 atualmente em vigor, aplica-se às pensões de valor mensal a partir de 1350 euros uma taxa progressiva entre 3,5% e 10%, denominada Contribuição Extraordinária de Solidariedade.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG