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Indemnizações devido ao temporal de janeiro chegam aos 45 milhões

Indemnizações devido ao temporal de janeiro chegam aos 45 milhões

As indemnizações das seguradoras às vítimas do mau tempo que assolou o país em janeiro já chegam aos 45 milhões de euros, mas a Associação Portuguesa de Seguradores admite que pode atingir os 60 milhões.

"O número de sinistros aumentou bastante, passou para 23 mil sinistros e o montante previsível de pagamentos que iremos efetuar com base nesta informação será de cerca de 45 milhões, que é bastante mais do que a primeira informação que era de 23 milhões", disse o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale.

Em declarações à agência Lusa, o responsável frisou que até 30 dias depois da intempérie podem ainda ser participados novos sinistros, pelo que acredita que a estimativa final das indemnizações possa ficar próxima dos 60 milhões de euros.

Os números agora apresentados respeitam às participações às seguradoras até 1 de fevereiro.

Segundo Pedro Seixas Vale, a diferença entre o primeiro balanço feito e o atual deve-se a "um conjunto significativo de alguns sinistros com gravidade, que afetaram infraestruturas de valor significativo" e que foram agora transmitidos. "Daí a justificação para este aumento significativo do valor que iremos pagar", acrescentou.

O presidente da APS indicou que a maioria dos danos registou-se, sobretudo, em habitações, em instalações empresariais e em infraestruturas ligadas à energia, nomeadamente redes de transporte de eletricidade e de telecomunicações, que foram muito afetadas.

Segundo Pedro Seixas Vale, "mais do que o valor" em causa, "o número de pessoas e instituições afetadas" demonstra que esta foi "uma pequena tragédia para país".

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"É também uma demonstração da nossa capacidade em rapidamente ressarcir as pessoas que fizeram seguros e demonstra a importância que o setor segurador tem nestas alturas em resolver as situações de uma forma rápida", acrescentou.

O Norte e o Centro do país foram as regiões mais afetadas pelo mau tempo que atingiu Portugal a 18 e 19 de janeiro, tendo o Centro acumulado mais de metade dos sinistros e dos custos globais.

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