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Aumentam multas por usar telemóvel a conduzir

Aumentam multas por usar telemóvel a conduzir

É uma evidência para quem todos os dias anda na estrada: há cada vez mais pessoas que conduzem a falar ao telemóvel e a escrever mensagens instantâneas (SMS). O número de multas tem aumentado, mas nunca houve uma campanha de sensibilização.

Até 31 de Agosto, foram levantados 36330 autos de contra-ordenação por uso indevido do telemóvel ao volante, mais 1224 do que em igual período do ano passado. Em 2010, foram levantados 53976 autos por esta infracção grave ao Código da Estrada, mais 8661 do que no ano anterior. Contudo, apesar do aumento deste comportamento de risco e de esta ser a terceira infracção mais sancionada em Portugal - atrás do estacionamento irregular e do excesso de velocidade - nunca foi feita uma campanha de sensibilização sobre o tema. Ao contrário do que se passa em Inglaterra ou nos Estados Unidos onde há uma grande preocupação com este problema e já foram feitas várias campanhas choque.

O artigo 84.º do Código da Estrada determina que é proibido ao condutor utilizar, durante a marcha do veículo, qualquer tipo de equipamento ou aparelho susceptível de prejudicar a condução, a não ser que estejam equipados com auricular-mono ou sistema de alta voz, e cuja utilização não implique manuseamento continuado. Em relação ao envio de sms, o código não é explícito mas fonte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) sustenta que o envio de sms ao volante é "obviamente" proibido, visto que implica o "manuseamento continuado" do telemóvel.

Para o director da Prevenção Rodoviária Portuguesa, "o ideal" seria a proibição total do uso do telemóvel ao volante visto que "é praticamente tão perigoso falar com o sistema de alta voz como com o telefone". "Todos os estudos dizem que grave é o efeito de distracção da conversa", diz José Miguel Trigoso. Opinião partilhada pelo presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, Manuel João Ramos, que cita estudos que dizem que conduzir a falar ao telemóvel é tão ou mais perigoso do que circular com uma taxa de alcoolemia superior ao permitido.

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