Sociedade

Aumento de chineses em Portugal resulta do reagrupamento familiar

Aumento de chineses em Portugal resulta do reagrupamento familiar

O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Palos, disse esta segunda-feira que o aumento da comunidade chinesa em Portugal resulta essencialmente da necessidade do reagrupamento familiar.

O Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA), divulgado esta segunda-feira na cerimónia que assinalou os 38 anos do SEF, indica que os chineses foram a comunidade estrangeira residente em Portugal que mais cresceu em 2013, tendo aumentado 6,8 por cento em relação a 2012, totalizando 18.637 imigrantes.

"Em termos de autorizações de residência para investimento (visto gold), temos perto das duas mil pessoas (chineses), obviamente que o aumento de cidadãos da China não é apenas por via deste mecanismo em particular, mas por via de outros mecanismos, como o reagrupamento familiar", disse à agência Lusa Manuel Palos, no final da cerimónia.

O diretor do SEF adiantou que os chineses que vivem há mais tempo em Portugal têm "um nível de integração significativo", o que faz com que o reagrupamento familiar tenha contribuído para o aumento.

Manuel Palos afirmou também que estes números não podem ser vistos "desgarrados daquilo que está a acontecer na União Europeia e o que são os movimentos de cidadãos chineses para a UE.

"Obviamente que Portugal, estando integrado neste espaço, não é alheio a este movimento mais global", sustentou.

O relatório do SEF avança ainda que a população estrangeira residente em Portugal diminuiu 3,8% em 2013, totalizando 401.320 imigrantes com título válido de residência.

A cerimónia comemorativa dos 38 anos do SEF contou ainda com a presença do secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida.