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Comunidade ucraniana é a segunda maior em Portugal

Comunidade ucraniana é a segunda maior em Portugal

Dos mais de 440 mil estrangeiros residem legalmente em Portugal, sas comunidades brasileira e ucraniana são as mais representativas, segundo o Relatório Imigração, Fronteiras e Asilo.

Segundo o relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), os 440 277 estrangeiros residentes em 2008 representam um "aumento de cerca de um por cento face aos valores do ano anterior".

"Dando continuidade à tendência já assinalada no relatório do ano anterior (2007), os títulos de residência registaram um incremento de 8,6%, expressando o processo de transferência das prorrogações de autorização de permanência e de vistos de longa duração para aqueles títulos", assinala.

As comunidades mais representativas são oriundas do Brasil, Ucrânia, Cabo Verde, Angola, Roménia, Guiné-Bissau e Moldávia. A alteração mais expressiva ocorreu com o Brasil, cuja comunidade residente atingiu 106 961 pessoas em 2008, afirmando-se, de "forma destacada", como a "mais representativa", confirmando a "tendência que se vinha a desenhar" desde o início do século.

"Pela primeira vez, a Ucrânia passa a ser a segunda comunidade estrangeira mais representativa em Portugal, atingindo uns expressivos 52 494 residentes (em 2007 os registos contabilizavam 39 480)", sublinha o SEF. Os cabo-verdianos, com 51 352 residentes, passam a ser a terceira comunidade.

Outra subida expressiva foi a dos romenos, que em 2008 eram 27 771 (19 155 em 2007), passando desta forma a ser o "Estado-membro da União Europeia com mais nacionais residentes em Portugal, lugar tradicionalmente ocupado pelo Reino Unido".

Seguem-se os cidadãos de Angola e Guiné-Bissau, com 27 619 e 24 391 residentes em Portugal, respectivamente, sendo que, no ano em análise (2008), Angola regista uma "descida" e a Guiné-Bissau uma "pequena subida".

A sétima maior comunidade estrangeira em Portugal é a da Moldávia, com um total de 21 147 residentes em 2008, e que também registou um "aumento não negligenciável".

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