Sociedade

Doações sobem 18% no primeiro dia de recolha do Banco Alimentar

Doações sobem 18% no primeiro dia de recolha do Banco Alimentar

As doações ao Banco Alimentar registaram um aumento de 18 por cento no primeiro dia da campanha nacional de recolha, disse hoje à agência Lusa a presidente da organização.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, indicou que às 18 horas de sábado, a ronda pelos 19 bancos da organização indicavam a recolha de 600 toneladas de alimentos.

"Essa quantidade representa um aumento de 18 por cento em relação ao primeiro dia de recolha na campanha de maio do ano passado", enquadrou.

A instituição organiza campanhas nacionais de recolha de alimentos duas vezes por ano: uma em maio, e outra em dezembro.

Apesar da situação de crise do país, os primeiros valores apontam para o aumento de adesão das populações à campanha: "É extraordinário e um sinal de coesão e de grande generosidade".

"É talvez por causa da crise que as pessoas aumentaram as doações. Este resultado é muito animador", disse ainda Isabel Jonet.

A presidente do Banco Alimentar disse que a campanha - com a participação de 37.500 voluntários - vai prosseguir no domingo com a recolha nos supermercados, e até 03 de junho online.

A campanha acontece numa altura em que os pedidos de ajuda continuam a crescer, e em que a instituição procura aumentar as fontes de abastecimento.

Desta vez, a novidade é a abertura de um novo posto na Madeira, cuja inauguração só está programada para julho, mas que será antecipada durante os dias de recolha através de um canal online.

Este canal vai estar integrado no portal www.alimenteestaideia.net - lançado há um ano - e que foi reativado na quinta-feira passada, como forma de chegar a mais pessoas, nomeadamente aos emigrantes.

Cerca de um quinto dos portugueses vive atualmente em situação de pobreza, segundo dados do Banco de Portugal, citados pela presidente do Banco Alimentar, que adianta que se fossem retiradas as prestações sociais, quase metade (40 por cento) das pessoas viveria abaixo do nível de rendimento mínimo.