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Governo brasileiro paga cirurgia a pacientes com próteses PIP

Governo brasileiro paga cirurgia a pacientes com próteses PIP

O governo brasileiro decidiu suportar os custos, através do sistema público de saúde, das cirurgias que sejam necessárias às mulheres utilizadoras das próteses de silicone fabricadas pela empresa francesa PIP e a holandesa Rofil.

De acordo com a Agência Brasil, poder-se-ão submeter à cirurgia todas as pacientes que possuem as próteses das marcas em questão, independentemente de a motivação ter sido por questões de saúde ou estética.

A decisão foi anunciada depois da reunião de representantes da agência de vigilância sanitária brasileira (Anvisa) e médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, realizada esta tarde.

O tema foi levantado após se ter constatado, na semana passada, que a marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) utilizou silicone industrial na fabricação das suas próteses mamárias, o que aumenta a probabilidade de ruptura, e consequentes inflamações, para as utilizadoras.

Na terça-feira, a Anvisa constatou que a marca holandesa Rofil também utilizou material da PIP e cancelou o seu registo no Brasil.

Estima-se que 12 mil brasileiras tenham recorrido a estes produtos, das quais 39 já formalizaram queixas na Anvisa, tendo já sido submetidas a uma cirurgia corretora.

A Anvisa e os representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica decidiram ainda fazer o levantamento das pacientes que utilizaram o implante em questão para as convocar para a realização de um exame clínico.

A recomendação é de que a cirurgia para substituição da prótese deve ser feita apenas em caso de constatação da ruptura do implante, não sendo necessário uma intervenção preventiva.