Sociedade

Itália quer abandonar missão de resgate a barcos de imigrantes

Itália quer abandonar missão de resgate a barcos de imigrantes

As autoridades italianas estão a ponderar suspender a sua missão de resgate de embarcações com imigrantes, deixando o salvamento dos tripulantes unicamente a cargo da missão europeia, a ser lançada no próximo sábado.

A missão da União Europeia surge por receio que o número de vítimas mortais aumente, com a saída das equipas italianas.

Por seu lado, o Reino Unido anunciou, esta terça-feira, que não planeia apoiar a União Europeia no desenvolvimento destas operações de resgate, argumentando que vai criar um "efeito de atração" aos migrantes, incentivando-os a aventurarem-se nas perigosas travessias marítimas.

Os esforços da marinha e da guarda costeira italianas já salvaram este ano cerca de 150 mil homens, mulheres e crianças que tentavam chegar ao país vindos do norte de África.

A entrada em funcionamento da missão europeia "Triton" acontece numa altura em que tudo indica que a missão italiana "Mare Nostrum", criada há um ano, depois de dois naufrágios mortais, vá ser muito reduzida ou mesmo cancelada.

"A Mare Nostrum está a ser encerrada. Vai haver uma decisão formal durante uma das próximas reuniões do gabinete", disse recentemente o vice-primeiro ministro e ministro do Interior, Angelino Alfano.

No entanto, Alfano destacou que as duas operações são "totalmente distintas", já que a "Triton" vai permanecer em águas territoriais europeias e a "Mare Nostrum" resgata pessoas do Estreito da Sicília até à costa da Líbia.