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Mais dias com qualidade do ar classificada como "muito boa"

Mais dias com qualidade do ar classificada como "muito boa"

O número de dias com uma qualidade do ar classificada com "muito bom" aumentou em 2011 face ao ano anterior, enquanto os casos com "mau" foram menos frequentes, segundo o Relatório do Estado Ambiental.

O documento, disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), será apresentado, esta segunda-feira, pela ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do território (MAMAOT), Assunção Cristas.

O Relatório do Estado do Ambiente 2012 revela os dados de 2011, ano em que, refere, "a classe dominante do índice de qualidade do ar foi bom, havendo um aumento do número de dias com a classificação de muito bom face a 2010".

Por outro lado, "o número de dias com a classificação mau diminuiu em relação ao ano anterior, com menos seis dias", nomeadamente nas zonas do Vale do Sousa, zona de influência de Estarreja, centro interior e Alentejo interior.

Além destas áreas, a APA aponta melhorias na qualidade do ar no norte interior, Açores e aglomeração de Faro e Olhão, no Algarve.

No que respeita à poluição atmosférica por ozono, o relatório conclui que, analisando a relação entre o número de dias com valores acima do limiar de informação ao público e o número de estações que monitorizam a substância desde 1995, "em 2011, foram registados 22 dias com excedências ao limiar de informação, denotando um decréscimo face ano anterior".

Tal como em anos anteriores, foi na zona norte interior que se registou o maior número de dias em que foi excedido o limiar de informação ao público, com 13 dias. No entanto, este comportamento corresponde a uma descida de 10 dias face a 2010, segundo a APA.

Em 2010, mantinha-se a tendência de decréscimo das emissões de substâncias acidificantes e do consumo de energia, acompanhando a quebra na geração de riqueza.

A APA realça que se verifica "uma redução mais acentuada das emissões de poluentes face ao decréscimo do consumo energético, o que indica uma melhoria ao nível da implementação de tecnologias de controlo da poluição".

Em meados de novembro, o Estado português foi condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pelo incumprimento dos valores limite de poluentes do ar nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul, especifica.

A condenação pela má qualidade do ar verificada desde 2005 vem no seguimento de um processo iniciado com uma queixa à Comissão Europeia apresentada pela associação ambientalista portuguesa.