Religião

Muçulmanos findam Ramadão

Muçulmanos findam Ramadão

Milhões de muçulmanos em todo o mundo terminaram ontem, sábado, o mês do Ramadão, o período anual de jejum em que os fiéis fazem uma introspecção à sua vida, à luz do Islão.

Hoje celebra-se uma das duas principais festas muçulmanas, o Eid-ul-Fitr (Festa de Quebrar), para assinalar o fim do período de jejum, iniciado este ano a 20 de Agosto.

Ao longo do Ramadão, desde o nascer até ao pôr-do-sol, os muçulmanos abstêm-se de comer e de beber, num jejum que tem por objectivo "valorizar o que se tem e ser mais solidário para com os outros".

"Ao não comer e beber, o muçulmano sente na pele o que os outros sofrem, não por uma questão de jejum mas porque não têm nada que comer", sublinhou à Lusa o sheik David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa.

Apesar das dificuldades deste mês, a "experiência espiritual é muito mais elevada do que a física", sendo "impossível exprimir o que um muçulmano experimenta espiritualmente", acrescentou.

A privação de alimento e bebida durante o dia desperta a necessidade de mais solidariedade com os outros, "não só neste mês mas em todo o ano", além do desejo de mais igualdade, de mais justiça e de mais paz.

O Ramadão em Portugal "correu muito bem", indicou o sheik Munir, acrescentando esperar que os fiéis tenham "atingido o patamar de aproximação ao Criador que desejariam" ou que, pelo menos, se tenham aproximado mais.

O sheik destacou ainda o facto de os muçulmanos terem recebido mensagens do Vaticano e de outras entidades religiosas e não religiosas para a festa de Eid-ul-Fitr, que assinala o fim do Ramadão.

"Convivendo com as outras pessoas é que podemos crescer e aprender mais", assinala.

A comunidade muçulmana em Portugal tem cerca de 40 mil pessoas espalhadas por todo o país, na sua maior parte proveniente de África.

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