Sociedade

Nascia-se muito no Norte mas agora não

Nascia-se muito no Norte mas agora não

É verdade que o Norte de Portugal vinha registando taxas de crescimento efectivo positivas desde 2000, mas, pela primeira vez, a região conta agora com uma taxa de crescimento efectivo a zero. Valor que, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE), ocorre devido ao declínio quer do crescimento natural quer do migratório.

Ou seja, o Norte atingiu o valor mais baixo da taxa de crescimento natural: 0,03%. Indicador resultante da diferença entre nascimentos e mortes. Refira-se que em 2000 a mesma taxa era de 0,36%. Quanto ao crescimento migratório, em 2009, foi negativo.

Pior cenário tem o Alentejo e o Centro. O Sul mantém-se na onda negativa de crescimento populacional iniciada em 2003. Todavia, se por um lado morre-se muito mais do que se nasce, por outro, a realidade alentejana é atenuada por um saldo migratório positivo.

Já no Centro, que tinha em 2007 a mesma realidade que atinge agora o Norte - o de crescimento nulo -, um "crescimento migratório não foi suficiente para compensar" a falta de nascimentos.

A contrastar com estas duas últimas regiões, o Algarve é aquela que conta com maior taxa de crescimento. Mas atente-se: esta área geográfica teve uma taxa de crescimento natural menor que a do Norte. Em compensação, o saldo migratório é - tal como é seu apanágio - o maior do país. Daí que, no final, acabe por aumentar a sua população residente.

Quanto a Lisboa e Açores, os seus indicadores são todos positivos. Na Madeira, algo invulgar desde 2000, morreu-se mais do que se nasceu. Segundo o INE, a tendência de envelhecimento demográfico veio para ficar: há menos jovens, diminuiu a população activa e a população idosa aumentou.