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Papa pede a líderes políticos que travem destruição do Mundo

Papa pede a líderes políticos que travem destruição do Mundo

O Papa pediu, este terça-feira, aos responsáveis económicos, políticos e sociais que "não permitam que os sinais de destruição e morte acompanhem o curso do mundo", sublinhando que todos devem "respeitar todas as criaturas de Deus e o ambiente".

"Tudo foi confiado à guarda do Homem. Quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não tomamos conta da criação e dos irmãos, então a destruição encontra um lugar", afirmou o líder da Igreja católica.

"Em todas épocas, há 'Herodes' que traçam desígnios de morte, destroem e desfiguram o rosto do homem e da mulher", acrescentou Francisco na homília durante a eucaristia inaugural do pontificado, perante 132 delegações estrangeiras, presentes na praça de São Pedro, no Vaticano.

O Papa, o primeiro jesuíta da História, dirigiu esta oração "a todos aqueles que ocupam papéis de responsabilidade no domínio económico, político ou social".

O "verdadeiro poder" de um Papa é "o serviço humilde, concreto", declarou, aconselhando os religiosos a "não terem medo da ternura".

Francisco considerou que um papa "deve abrir os braços para (...) receber com afeto e ternura toda a humanidade, especialmente os mais fracos, os mais pobres, os mais pequenos".

"Não devemos ter medo da bondade, e nem da ternura", exclamou.

O Papa Francisco chegou pelas 9 horas (8 horas em Portugal continental) à praça de São Pedro, tendo saudado, a partir do "papamóvel", milhares de fiéis e responsáveis de vários países, presentes no local para assistir à missa de início do pontificado.

Antes da missa, o papa recebeu o anel do pescador, em prata dourada, e do pálio petrino, insígnias oficiais do líder de 1,2 mil milhões de católicos.

O cardeal argentino Jorge Bergoglio, de 76 anos, foi eleito na quarta-feira pelos 115 cardeais reunidos em Roma, escolhendo o nome de Francisco.

Francisco sucede a Bento XVI e é o 266.º Papa da Igreja Católica.

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