As tão populares pulseiras PowerBalance, vendidas como capazes de restabelecer o equilíbrio do corpo e da mente, afinal... não funcionam. E, curiosamente, quem o admite é a própria empresa fabricante num comunicado publicado nos órgãos de comunicação social australianos.
A febre das pulseiras - que são vendidas sob a promessa de darem mais resistência, flexibilidade e harmonia a quem a usa - foi mais uma ideia vencedora do marketing desenfreado. As associações de defesa do consumidor de vários países já haviam denunciado o engano.
Mesmo assim, a ideia conquistou os consumidores, ainda para mais impulsionados pelos exemplos de Cristiano Ronaldo, David Beckham, Roberto de Niro, Leonardo di Caprio e Rubens Barrichello, entre outros, também eles propagandeados como fãs das pulseiras de plástico.
O fabricante das pulseiras - que contêm um autocolante com um holograma - reconheceu publicamente, em publicidade inserida na imprensa australiana, que "não há provas científicas confiáveis que sustentem as nossas afirmações e, portanto, nós assumimos uma conduta enganosa, em violação da s52 do Trade Practices Act 1974".
E mais: a empresa pede desculpas a todos os que se sentiram lesados pela propaganda e oferece o "reeembolso integral".
Contudo, é natural que muitos dos que as utilizam tenham sentido melhoras, sugestionados pelas garantias dadas pela publicidade enganosa.
