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Itália alerta população para ter cuidado com a queda do satélite

Itália alerta população para ter cuidado com a queda do satélite

A Protecção Civil italiana pediu, esta sexta-feira, aos habitantes do norte do país para ficarem em casa devido aos riscos relacionados com a queda do satélite UARS, prevista para a noite desta sexta-feira e madrugada de sábado. Estimou que a possibilidade de tal vir a acontecer é de 1,5%.

As regiões potencialmente em risco no norte de Itália são Piémont, Lombardia, Vale D'Aoste, Ligúria, Trentin-Haut Adige, Vénétie e parte da região de Emilie-Romagne.

As autoridades italianas recomendam aos habitantes daquelas regiões de não permanecerem no exterior. Nos prédios, devem ficar nos andares menos altos e de preferência perto de paredes protectoras.

As autoridades explicaram, também, que os eventuais fragmentos não serão visíveis durante a queda e sublinharam que podem libertar gases tóxicos. Por isso, solicitaram à população para manter uma distância de pelo menos 20 metros em relação aos fragmentos.

Versão completamente diferente tem uma empresa privada denominada The Aerospace Corporation, que está a investigar o percurso do satélite UARS, e afirma existir "uma forte probabilidade" de que os restos do aparelho caiam na costa chilena.

Contudo, a empresa manifesta a dificuldade em prognosticar o local e hora exactas em que os restos do satélite cairão, sendo necessário que os cerca de 26 pedaços em que se dividirá o satélite estejam mais perto da Terra.

Até ao momento, a agência espacial NASA apenas calcula que o satélite desactivado UARS reentre na atmosfera esta sexta-feira à tarde ou durante a madrugada de sábado. Contudo, a NASA ainda não conseguiu prever o local exacto, ao contrário dos russos que afirmam que deverá cair na Papua Nova Guiné, no oceano Pacífico, às 21,05 horas em Portugal continental.

Na sua mais recente actualização de informação, realizada na madrugada desta sexta-feira, a NASA afirma que ainda é muito cedo para referir, com exactidão, o local onde o velho satélite, com quase seis toneladas de peso, 10 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro, irá cair. A dificuldade no cálculo reside no facto de o satélite estar a seguir uma trajectória pouco linear.

Contudo, a NASA fez questão de deixar bem claro que a probabilidade de algum destroço do satélite não se desfazer à entrada da atmosfera e, assim, ferir alguém é muito baixa, uma em 3200. O mais provável, de acordo com a agência espacial, é que caia no mar.

Outro dos factores que dificulta um cálculo exacto da trajectória do satélite é o desconhecimento sobre qual a superfície que ficará exposta à atmosfera. Caso o satélite exponha todo o seu comprimento, a resistência será maior e, assim, a sua queda será ,mais rápida.

Ao contrário dos cientistas norte-americanos, os especialistas de um centro de controlo do espaço aéreo das Forças Espaciais da Rússia anunciaram que os fragmentos irão cair no oceano Pacífico esta sexta-feira.

E precisaram, mesmo, que o local do impacto encontra-se a 90 quilómetros a noroeste de Port Moresby (Papua Nova Guiné) no Mar do Coral. De igual forma, adiantaram uma hora para a queda: 00,05 horas em Moscovo (21,05 horas em Portugal continental). A informação foi difundida pelo Ministério da Defesa russo.