Papa Francisco

Jesuíta torturado nega denúncia do Papa

Jesuíta torturado nega denúncia do Papa

O Papa Francisco encontrou-se, este sábado, com Franz Jalics, um dos missionários jesuítas sequestrados e torturados pela junta militar argentina nos anos 70, num caso em que se falou numa eventual denúncia do agora líder católico.

Franz Jalics e Orlando Yorio eram dois jovens jesuítas que faziam trabalho em bairros pobres quando foram presos em março de 1976 e levados para um centro de detenção conhecido pela sua crueldade, antes de serem libertados cinco meses mais tarde.

Após a eleição de Jorge Mario Bergoglio como Papa Francisco, surgiu uma polémica sobre a possibilidade de que este poderia ter sido cúmplice na detenção, mas o Vaticano negou firmemente as acusações e surgiram relatos da "diplomacia silenciosa" utilizada pelo então dirigente da ordem dos jesuítas na Argentina, Jorge Mario Bergoglio.

O pontífice declarou que atravessou então "um período de grande crise interna" na época e admitiu que cometeu erros quando estava à frente da ordem dos jesuítas.

Entretanto, Franz Jalics afirmou que a sua detenção não se deveu ao agora Papa: "Orlando Yorio e eu não fomos denunciados pelo padre Bergoglio", afirmou

"Antes eu estava inclinado a acreditar que fomos vítimas de uma denúncia, mas no final de 1990 ficou claro para mim que essa suspeita era injustificada", explicou.

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