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Jogador de râguebi diz ter ficado homossexual após sofrer AVC

Jogador de râguebi diz ter ficado homossexual após sofrer AVC

Um jogador britânico de râguebi afirma sentir-se mais feliz desde que sofreu um AVC que o tornou homossexual. A felicidade estampada no rosto não era tão acentuada quando era heterossexual, de acordo com afirmações do jovem.

Há um ano atrás, o jovem Chris Birch, de 26 anos, um ex-jogador de râguebi, no País de Gales, adorava motos e estava noivo de uma mulher.

Após ter sofrido um AVC enquanto estava a jogar râguebi, tudo mudou. O jovem Chris acordou e apercebeu-se que já não se sentia atraído por mulheres.

Desde então, emagreceu, desistiu do seu trabalho no banco para se tornar cabeleireiro e até está noivo de um homem.

"O Chris de antes desapareceu e que desde então um novo Chris apareceu. Apercebi-me que o AVC me fez gay", disse, em declarações à BBC. "Estou mais feliz agora do que nunca, então porquê mudar?".

Há estudos que defendem que sem oxigénio, o que ocorre aquando de um AVC, qualquer parte do cérebro pode ser destruída. À medida que as células cerebrais vão morrendo, o cérebro faz novas conexões que podem afetar o modo como a pessoa pensa, mexe ou sente.

Existem poucos casos conhecidos de ataques de AVC que transformaram a orientação sexual das vítimas ou mesmo as suas personalidades. Uma alteração na orientação sexual é um assunto controverso que divide as opiniões científicas.

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O doutor Qazi Rahman, um especialista na área da orientação sexual dos seres humanos que fez uma pesquisa nas diferenças neurológicas entre os heterossexuais e os homossexuais, convidou Chris para se submeter a testes que pudessem comprovar a sua homossexualidade.

Nos testes do especialista foi descoberto que Chris respondeu/atuou na direção esperada para a orientação homossexual.

Um especialista da Universidade de Londres afirmou que "a maior parte das evidências nas ciências biológicas da genética e da psicologia e neurociência sugerem que a sexualidade é algo que nasce com a pessoa e que se desenvolve mais tarde na vida".

Ainda o mesmo especialista referiu em relação ao caso de Chris que "às vezes é necessário um choque neurológico - tal como o AVC - para fazer reavaliar esses sentimentos, que talvez estejam adormecidos".

Chris Birch consegue lembrar-se vagamente da sua vida antes do acidente vascular cerebral, mas sempre que revê as fotografias e fala com os seus amigos afirma que "era impossível ser gay antes do AVC", acrescentando que aperceber-se da sua homossexualidade foi um processo complicado.

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