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Lixo cósmico ameaça chocar com Estação Espacial Internacional

Lixo cósmico ameaça chocar com Estação Espacial Internacional

Um fragmento do foguete soviético Tsyklon-3 está a passar no limite da Estação Espacial Internacional, alertou a indústria aeroespacial russa. Durante esta quinta e sexta-feira, a tripulação tentará evitar a colisão.

"Um fragmento do foguete portador-Tsyklon-3, que em Dezembro de 1991 pôs em órbita os satélites Intercosmos-25 e Maguión-3, vai passar várias vezes no limite da Estação Espacial Internacional na quinta-feira e sexta-feira", noticia a agência de notícias russa Interfax.

Apesar da ameaça, "os especialistas do Centro de Controlo de Voo tem tempo suficiente para evitar a possível colisão. Agora estamos a analisar a situação e preparar variações de correcção da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla original)", disse fonte da agência Roskozmos, a Agência Espacial Russa, citado pela imprensa russa.

Não há nenhuma ameaça à vida dos três astronautas, dois russos e um americano, que estão a bordo estação, já que há tempo suficiente para realizar a manobra, disse o porta-voz da Roskozmos.

Sempre que necessário, a órbita da ISS será elevada cinco quilómetros para as 20.45 horas (16.45 horas de Portugal continental) com a ajuda do módulo propulsor Zvezda, acrescentou a mesma fonte.

A colisão mais grave, com lixo espacial, assinalada recentemente ocorreu em 2009, quando um satélite desactivado dos serviços secretos soviéticos atingiu um recém-lançado satélite de comunicações dos EUA. O incidente causou a destruição de ambos.

Os detritos espaciais em torno da Terra são um problema crescente para satélites e outros veículos espaciais, principalmente entre os750 e 1500 km de altitude.

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Oficiais da NASA disseram que há cerca de 22 mil pedaços de lixo espacial a circular à margem do planeta. Os fragmentos mais pequenos são do tamanho de um grão de areia ou uma mancha de tinta, mas há algumas centenas de quilos que se movem a milhares de quilómetros por hora.

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