Sociedade

Marinha averigua se houve militares no ativo no protesto de Belém

Marinha averigua se houve militares no ativo no protesto de Belém

A Marinha desconhece que militares do ramo no ativo tenham participado na manifestação junto ao Palácio de Belém, mas informou que está a proceder a "averiguações internas" para identificar eventuais casos de "uso indevido" de uniformes e símbolos militares.

"Na sequência das imagens transmitidas por uma estação de televisão, hoje, de manifestantes alegadamente fuzileiros utilizando uniformes anteriormente em uso no Corpo de Fuzileiros, a Marinha esclarece não ter conhecimento de militares do ramo no activo que tenham participado na manifestação desta sexta-feira, junto do Palácio de Belém", refere um comunicado da Marinha.

Assim, e "atendendo às informações veiculadas em alguns órgãos de comunicação social", a Marinha informa que "procede de momento a averiguações internas no sentido de determinar a veracidade das mesmas, e à identificação de eventuais casos de uso indevido de uniformes e símbolos militares, por parte de pessoas não autorizadas".

Na manifestação de hoje junto ao Palácio de Belém, onde está reunido o Conselho de Estado, destacava-se um grupo que se identificou como sendo de fuzileiros, alguns deles fardados.

Milhares de pessoas participam no protesto que decorre seis dias depois de centenas de milhar de pessoas terem saído à rua em mais de 40 cidades portugueses.

A concentração foi marcada pelo movimento "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas", após as manifestações que reuniram, no sábado, centenas de milhares de pessoas em diversas cidades do país.

Além da vigília junto ao Palácio de Belém durante a reunião do Conselho de Estado, estão marcadas concentrações para outras 15 cidades portugueses, assim como em Londres.