Sociedade

Entidade Reguladora quer ouvir "toda a gente" no caso RTP

Entidade Reguladora quer ouvir "toda a gente" no caso RTP

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social afirmou, esta quarta-feira, que o regulador vai ouvir "toda a gente" envolvida no caso das imagens da RTP visionadas pela PSP nas instalações da empresa, esperando que o inquérito seja rápido.

Carlos Magno falava aos jornalistas após um encontro de pouco mais de uma hora com o presidente da RTP, Alberto da Ponte, que lhe apresentou o resumo do inquérito interno da RTP, o qual concluiu que o ex-diretor de Informação, Nuno Santos, autorizou a PSP a ver as imagens dos incidentes frente ao Parlamento, no dia da greve geral, a 14 de novembro.

"A ERC vai fazer um processo de averiguações, o inquérito da RTP é o inquérito da RTP, mas as nossas averiguações vão começar do zero", disse o presidente da entidade reguladora.

Carlos Magno adiantou que a ERC iniciou desde a semana passada a recolha de informação e espera que o inquérito arranque oficialmente na próxima terça-feira.

Questionado sobre quanto tempo irá durar o inquérito, Carlos Magno afirmou: "Espero que seja rápido, queremos ouvir toda a gente, dentro da RTP e, eventualmente, também fora da RTP".

Sobre se também pretende ouvir a PSP, o presidente da ERC admitiu essa possibilidade.

"Não excluímos ninguém, vamos ouvir toda a gente e partir do zero".

Carlos Magno adiantou que, no encontro com o presidente da RTP, teve acesso ao resumo do inquérito interno.

"A minha preocupação é defender o poder editorial", sublinhou Carlos Magno, que apontou que um outro membro da ERC, Luísa Roseira, descobriu um parecer pedido pela Alta Autoridade para a Comunicação Social, em 1995, à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre uma matéria semelhante.

Segundo o presidente da ERC, o parecer aconteceu em 1996 e surgiu de um pedido da TVI.

Carlos Magno considerou que se deve debater o destino dos materiais de arquivo ou brutos de imagens, salientando que as imagens são tratadas pelas direções de informação.

A administração, disse, "tem um poder de veto, mas não de voto", ou seja, pode recusar fornecer imagens, mas não deliberar se cede as mesmas ou não.