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Portugal sobe cinco lugares no índice de liberdade de imprensa

Portugal sobe cinco lugares no índice de liberdade de imprensa

Portugal subiu cinco lugares na lista anual dos países com maior liberdade de imprensa elaborada pela associação Repórteres Sem Fronteiras, passando para a 28.ª posição, anunciou, esta sexta-feira, aquela organização internacional.

O 'ranking', divulgado anualmente a propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala esta sexta-feira, mostra uma subida de Portugal relativamente ao 33.º lugar ocupado no ano passado e ao 40.º posto em que estava no ano 2010.

Ainda assim, a liberdade de imprensa em Portugal fica abaixo do que era verificado em 2008, quando ocupava a 16.ª posição.

Este ano, Portugal ficou à frente de países como o Reino Unido, os Estados Unidos ou a Espanha, embora atrás de Chipre, Namíbia ou Jamaica.

Neste 'ranking' de 179 países, os primeiros lugares foram ocupados pela Finlândia, pela Holanda, pela Noruega e pelo Luxemburgo.

Embora a organização avalie vários critérios, com base em inquéritos feitos anualmente a jornalistas e responsáveis da comunicação social - desde a legislação existente até à violência registada contra jornalistas -, o regime político de cada país acompanha quase a par e passo a liberdade de imprensa.

Nos últimos lugares, tidos como os países onde a liberdade de imprensa é mais escassa, encontram-se a Eritreia, a Coreia do Norte e o Turquemenistão.

"O 'Indice de Liberdade de Imprensa publicado pela Repórteres Sem Fronteiras não tem em conta o tipo de sistema político, mas torna-se claro que as democracias permitem melhor proteção da liberdade para produzir e divulgar notícias factuais do que nos países onde os direitos humanos não são respeitados", afirma o secretário-geral da organização, Christophe Deloire, no comunicado apresentado.

De acordo com a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a lista deste ano mostra uma "configuração mais habitual" depois de algumas mudanças sentidas durante as chamadas "Primaveras Árabes", quando se registaram protestos e manifestações em prol de mudanças políticas e económicas em países como a Tunísia ou o Egito.

De acordo com os dados recolhidos pela RSF, no ano passado foram mortos 19 jornalistas e presos 174.

Um número de mortes que representa uma descida significativa em relação aos 90 registados em 2011 e aos 67 em 2010.

Liberdade de imprensa "é indomável"

"O dia 3 de maio celebra as liberdades duramente ganhas pela imprensa e reconhece quão frágil ainda são essas vitórias", afirmou, esta sexta-feira, a Associação Mundial de Jornais e Novas Publicações, num comunicado para assinalar a data.

"Porque é que a liberdade de imprensa ainda é um tema de debate?", questiona a associação, adiantando que "a imprensa significa poder e onde há poder há quem o queira controlar e influenciar".

Segundo acrescenta, a liberdade de imprensa é, "por natureza, indomável", capaz de "divulgar, sem filtros, aquilo que é a opinião pública" e representa "a liberdade de expressão por excelência".

Esta capacidade torna a imprensa "num alvo constante", refere ainda a associação, adiantando que, à medida que se desenvolve a chamada "cidadania digital, os tiranos que se opõem à liberdade de expressão aumentam o seu número de alvos e os ataques tornam-se mais complicados e diversos", alertou.

Também o Sindicato de Jornalistas português assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, reafirmando o seu "compromisso de continuar a lutar em defesa da liberdade de expressão e do exercício do jornalismo livre de quaisquer constrangimentos".

Em comunicado, o SJ lembra que nos "últimos três anos, pelo menos 500 jornalistas foram despedidos e muitos outros temem igual destino em várias redações, em consequência de processos de 'reestruturação' que sacrificam postos de trabalho", e apela aos jornalistas para que, juntando-se ao sindicato, "deem mais força à sua organização e ajudem a prevenir e a combater as ofensas aos seus direitos profissionais e laborais".

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