Sociedade

Pior profissão do mundo é a de repórter de imprensa

Pior profissão do mundo é a de repórter de imprensa

O site CareerCast.com analisou e listou 200 profissões, desde a melhor à pior. Resultado: os jornalistas de imprensa têm vida difícil. E as perspetivas não são as melhores...

"O trabalho do repórter de imprensa perdeu o seu brilho nos últimos cinco anos e deverá estar extinto até 2020. O modelo do jornalismo impresso não é sustentável". Foi assim que Paul Gillin, especialista em media, justificou a conclusão a que chegou o CareerCast.com e que ditou a profissão de repórter de imprensa como a pior do mundo.

Com base em cinco critérios - ambiente de trabalho, salário, stress, exigência física e hipóteses de contratação - a empresa concluiu ainda que quem têm a ocupação mais compensadora, mais bem remunerada e com boas perspetiva de futuro são os atuários, especialistas na aplicação de cálculos matemáticos e estatísticos a operações financeiras.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Alfredo Maia, a conclusão "não é surpreendente". "Mesmo sendo uma das mais belas profissões que conheço, é verdade que em muitos países, como em Portugal, e pelos vistos também nos EUA, além dos fatores que lhe são intrínsecos - como o stress, a dureza do trabalho, os riscos e a própria precariedade - junta-se também a dificuldade do acesso a uma profissão cada vez mais competitiva", aponta.

Ainda assim, o responsável recusa a extinção do jornalismo impresso. "Essa morte já foi decretada há muito tempo. Felizmente a certidão de óbito ainda está por passar e há de estar por muitos e bons anos. Há quem diga que o jornalismo como nós o concebemos vai sofrer um retrocesso em termos quantitativos a tal ponto que haverá, para as grandes massas, um produto que poderemos chamar simplisticamente infotainment, e para as elites será reservado o jornalismo aparentemente feito por elites. O que é importante é preservar o jornalismo como instrumento ao serviço da democracia e, por conseguinte, de todos os cidadãos", salientou.