Polémica

Nuno Santos reitera inocência e pede inquérito "imparcial"

Nuno Santos reitera inocência e pede inquérito "imparcial"

Ex-diretor de Informação da RTP, Nuno Santos, garante que não autorizou o "visionamento de brutos" e que foi ele que impediu a saída de DVD com imagens gravadas para fora da empresa.

Nuno Santos acusa a administração da RTP de ter condicionado o resultado do inquérito sobre os factos ocorridos há duas semanas, na sequência da greve geral do dia 14. Em comunicado divulgado esta quinta-feira, o ex-diretor, que apresentou a sua demissão na semana passada, diz que o inquérito não reflete "a verdade dos factos" e apresenta "lamentáveis juízos de valor".

"Os inquiridores da RTP dependem do Conselho de Administração, o que torna evidente a necessidade de uma entidade imparcial para apurar a verdade", lê-se no comunicado. No mesmo documento, o jornalista exorta uma "entidade imparcial, seja a ERC, o Sindicato dos Jornalistas ou a Comissão da Carteira Profissional do Jornalista" a conduzir um inquérito que apure a verdade. Para isso, Nuno Santos manifesta a sua "total disponibilidade" para prestar as declarações julgadas necessárias.

No comunicado, o ex-diretor de Informação reitera que não cometeu qualquer "atuação desleal ou desconforme às regras", lembrando que não autorizou "em momento algum" o "visionamento de brutos sobre os incidentes de 14 de novembro". "A não saída dos DVD, cuja transcrição fora feita sem meu conhecimento, deveu-se à minha intervenção e à do diretor adjunto de Informação", garante Nuno Santos.

No comunicado, faz ainda uma referência a Luís Marinho: "Ausente em Londres, pedi a seguir um contacto pessoal com o Diretor Geral para discutirmos o assunto, tendo o mesmo sido concretizado no dia útil seguinte".

Nuno Santos diz ainda que as conclusões do inquérito apresentadas quarta-feira provam que "o resultado do inquérito estava à partida condicionado", acrescentando que "todo este caso se afigura um pretexto para obter e, depois, justificar" o seu afastamento da direção de informação.

"Não compreendo que se manche a reputãção de profissionais e, por arrastamento, se coloque potencialmente em perigo a integridade de repórteres da RTP que cubram as próximas manifestações, só com o objetivo de arranjar esse pretexto", concluir o ex-diretor de Informação da televisão pública.

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