Sociedade

Passos recusa limitação à liberdade de opinião no "caso" Pedro Rosa Mendes

Passos recusa limitação à liberdade de opinião no "caso" Pedro Rosa Mendes

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse não estar preocupado com a demissão da direcção de informação da rádio pública, mas recusou que exista da parte do Governo qualquer "intenção" ou "acção que limite a liberdade de opinião".

No debate quinzenal com o Governo no Parlamento, Passos Coelho foi confrontado pelo líder do PS com o fim do programa "Este tempo", depois de uma crónica do jornalista Pedro Rosa Mendes crítica do regime angolano e de uma emissão especial da RTP a partir de Luanda.

"Quero que o senhor primeiro-ministro esclareça quem decidiu acabar com o programa, quando decidiu, porque é que decidiu", questionou António José Seguro.

O chefe do Governo disse não saber responder à pergunta, mas disse ter conhecimento que o contrato daquele jornalista, "como vários outros contratos, terminavam a 31 de Janeiro, e não houve da RTP qualquer intenção de os renovar".

"Quanto, senhor deputado, à pergunta que sugeria de relacionar criticas deste jornalista, que eu de resto não conheço e nunca ouvi, a propósito de actividades da própria RTP em Luanda e, tanto quanto sei, a política externa portuguesa, posso garantir que não existe neste Governo nenhuma intenção nem nenhuma acção que limite liberdade de opinião", afirmou.

"De resto, se há coisa que existe em Portugal nas empresas privadas ou públicas é liberdade de opinião, ainda bem", reforçou Passos Coelho.

António José Seguro insistiu no tema e perguntou se o primeiro-ministro não estava preocupado com a demissão da direcção de informação da RDP, na quinta-feira. O primeiro-ministro respondeu: "Não, senhor deputado, não me preocupa".

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