Sociedade

Presidente da RTP diz que cada trabalhador representa 45 mil euros

Presidente da RTP diz que cada trabalhador representa 45 mil euros

O presidente do conselho de administração da RTP disse, esta quinta-feira, que cada trabalhador da empresa representa em média 45 mil euros, pelo que cada poupança nesse valor representa "um trabalhador que não tem de sair".

"Cada 45 mil euros poupados é um trabalhador que não tem de sair da empresa", disse Alberto da Ponte no Parlamento, onde está a ser ouvido esta tarde na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação sobre o plano de reestruturação da empresa.

O gestor diz que o custo médio por trabalhador diz respeito não só ao vencimento mas também a outros gastos como ajudas de custo para correspondentes ou gastos com deslocações em serviços, por exemplo.

A administração da RTP já tem conhecimento de cerca de 50 trabalhadores que querem rescindir amigavelmente com a empresa, cenário a integrar num programa que arranca na sexta-feira e decorrerá até 15 de maio.

O processo de rescisões amigáveis, disse Alberto da Ponte, decorrerá até 15 de maio e faz parte do novo programa de reestruturação da empresa.

"Procurarei evitar a todo o custo as rescisões que não sejam voluntárias. Só no último recurso recorreremos ao despedimento coletivo e neste momento [isso] nem sequer se equaciona", declarou o presidente do conselho de administração do grupo de rádio e televisão.

"Será lançado um plano de rescisões amigáveis a prolongar-se entre 15 de março e 15 de maio e depois - não vislumbramos outra alternativa para atingir a redução de custos ditada pela diminuição de receitas em 2014 - será equacionada como hipótese última o despedimento coletivo", afirma a administração da RTP no Plano de Reestruturação e Redimensionamento da empresa, que foi entregue aos deputados na quarta-feira pelo ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

O plano assenta no pressuposto de financiamento de 140 milhões de euros decorrentes da contribuição do audiovisual (CAV) e mais 40 milhões de receitas comerciais, sendo que a equipa de Alberto da Ponte estima ainda um cenário de aumento das receitas comerciais na ordem dos 13% por ano em 2014 e 2015 para, respetivamente, 45 e 51 milhões de euros, fixando em 52 milhões de euros a previsão de receitas comerciais em 2016.

O plano de reestruturação da televisão pública prevê ainda a hipótese de se "mitigar a inevitável necessidade de rescisões" através da "mobilidade interna" e "outplacement", cujo potencial - diz o documento - deverá ser analisado setor a setor.

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