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Militares da GNR indignados com atraso no salário de agosto

Militares da GNR indignados com atraso no salário de agosto

Um atraso no depósito dos vencimentos gerou, esta quarta-feira, indignação entre os 25 mil militares da GNR. Os elementos desta força de segurança constataram que não receberam o salário ao dia 21, conforme é regra.

"Recebemos sempre no dia 21. Nunca falha. E, quando o dia 21 calha num feriado ou num fim-de-semana, recebemos antes", desabafou, ao JN, um militar.

Segundo o JN apurou, o Comando Geral da GNR já terá garantido que a situação, alegadamente gerada por um erro técnico, será regularizada amanhã, quinta-feira.

Num comunicado (2324/DRF) enviado, esta quarta-feira, a todo o dispositivo, a Direção dos Recursos Financeiros (DRF) fez saber que "por motivos de ordem técnica", que não foi possível resolver, "não foi efetuado o pagamento dos vencimentos do mês de agosto".

No documento, assinado pelo coronel José Palma, diretor da DRF, é justificado que "estão a ser desenvolvidos todos os esforços" no sentido da situação "ficar resolvida" nas primeiras horas do dia de quinta-feira.

Entretanto, a Associação Profissional da Guarda (APG) emitiu um comunicado no qual lembra que mais de 25 mil profissionais no ativo e na reserva "estão a ser gravemente prejudicados", acrescentando que não se admitem equívocos desta dimensão".

A APG assegura que contactou o Gabinete do Comando Geral da GNR e que afirmaram que o problema se terá ficado a dever a "um erro do banco", situação que o porta-voz da GNR, capitão Marco Cruz, não confirma, justificando ter havido "uma falha de comunicação" entre o Comando e a Associação.

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A APG "exige" o apuramento de responsabilidades e o "pronto pagamento" dos vencimentos dos profissionais da GNR.

Por seu turno, a Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG) "lamenta" o facto, lembrando que os militares, "enquanto cidadãos" têm compromissos a pagar e não podem "ser penalizados" com os juros que os bancos vão lançar por incumprimento, justificando que os militares "exigem" que seja o Comando Geral a "assumir as responsabilidades".

Segundo apurou o JN, o ambiente nos quartéis é de grande tensão, com os profissionais a demonstrarem grande indignação por não terem visto os seus vencimentos processos no dia de hoje, como está determinado.

O JN apurou também que volvidos quatro meses sobre a realização do Rally de Portugal, ainda não foram pagos aos militares da GNR, os gratificados dessa prova desportiva.

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